O empresário Alysson Campelo, suspeito de agredir e ameaçar a companheira, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva após audiência de custódia. Ele foi encaminhado para o Presídio do Roger, em João Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso ocorreu na sexta-feira (14) e é investigado como lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Alisson é proprietário de um clube de tiro e o caso ganhou repercussão nas redes sociais.
Segundo a direção do Presídio do Roger, o empresário chegou à unidade no sábado (15), por volta das 18h. Após passar pela triagem, ele foi encaminhado ao Pavilhão Maria da Penha, espaço destinado a presos que respondem por crimes relacionados à violência doméstica.
De acordo com a direção da unidade, atualmente há 83 detentos no local. A separação busca evitar o contato entre presos envolvidos em diferentes tipos de crimes.
O diretor do presídio, Gleyson Rogério, informou que o empresário recebe o mesmo tratamento destinado aos demais detentos. Por enquanto, ele recebeu apenas itens de higiene pessoal e roupas, conforme as regras da unidade.
Defesa contesta prisão preventiva
A defesa de Alysson Campelo, representada pelo advogado Alex Laurentino, informou que recebeu a decisão pela prisão preventiva com surpresa.
Segundo o advogado, o empresário é réu primário e possui residência fixa. A defesa avalia recorrer da decisão para tentar obter a liberdade do investigado.
Até a última atualização, não havia sido apresentado novo posicionamento público da defesa sobre o caso.
Vítima relata histórico de violência e dependência
Em entrevista, a mulher que denunciou o empresário relatou que, no início do relacionamento, considerava o companheiro um parceiro e recebia ajuda financeira e apoio em diferentes situações.
Segundo ela, após se mudar para a Paraíba e passar a viver com o empresário, a relação teria mudado. A mulher afirmou que passou a depender de autorizações para sair de casa e enfrentou situações que descreveu como violência psicológica e patrimonial.
Ela também relatou ter sentido medo de denunciar anteriormente e afirmou que teria recebido ameaças indiretas.
A vítima disse ainda que demorou a procurar ajuda por vergonha, medo e falta de informação sobre as situações que poderiam ser enquadradas como violência doméstica.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. Alisson responde, até o momento, por suspeitas de ameaça e lesão corporal no contexto da violência doméstica.
A prisão preventiva não representa condenação. A responsabilidade criminal do investigado será definida pela Justiça ao longo do processo.
Onde buscar ajuda
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, canal de atendimento e orientação para mulheres em situação de violência.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.


