Meningite: procura por vacinação cresce em postos públicos e clínicas particulares de João Pessoa

A Secretaria Municipal de Saúde informou que houve aumento no movimento nas unidades públicas, principalmente de adultos em busca de informações sobre a imunização.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação
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A procura por vacinas contra a meningite aumentou em João Pessoa após a confirmação da morte de uma criança de 7 anos pela doença. A Secretaria Municipal de Saúde informou que houve aumento no movimento nas unidades públicas, principalmente de adultos em busca de informações sobre a imunização.

Além do caso confirmado, outros dois casos de meningite estão sendo investigados na capital. A recomendação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal da família e procurem os serviços de saúde caso existam doses atrasadas.

Vacinas disponíveis pelo SUS

O calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) prevê diferentes vacinas que ajudam a prevenir doenças que podem causar meningite.

A meningocócica C é administrada aos 3 e 5 meses de vida. Aos 12 meses, o reforço é feito preferencialmente com a meningocócica ACWY, que também é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos.

Além das vacinas meningocócicas, outras imunizações previstas no calendário nacional contribuem para a prevenção de formas de meningite, como BCG, pneumocócicas e pentavalente.

Rede particular também registra aumento

O aumento da procura também foi percebido na rede privada. Segundo uma clínica consultada pela reportagem, o movimento de pais interessados em vacinar os filhos cresceu 80% após a confirmação do caso e a investigação de outros pacientes.

Na rede particular, estão disponíveis vacinas que protegem contra diferentes sorogrupos do meningococo, incluindo a meningocócica B e a meningocócica ACWY, conforme indicação médica e faixa etária.

Os preços, porém, podem ser um obstáculo para algumas famílias. Há relatos de doses que ultrapassam R$ 600 na rede privada.

O que fazer em caso de vacina atrasada

A orientação dos profissionais de saúde é não esperar a ocorrência de casos para verificar a caderneta de vacinação.

Quem perdeu alguma dose deve procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a atualização do esquema. As doses e os intervalos variam de acordo com a vacina, idade e histórico de vacinação.

Também não é necessário retirar crianças da escola apenas por causa dos casos investigados, segundo a orientação apresentada pela Secretaria de Saúde. A recomendação é manter a atenção aos sinais de doenças, seguir as medidas de prevenção e manter a vacinação em dia.

A Secretaria Municipal de Saúde acompanha os dois casos que ainda estão sob investigação. O caso da criança de 7 anos foi confirmado anteriormente e resultou em morte.

A recomendação é que a população procure informações nos canais oficiais de saúde e evite tomar decisões com base apenas em informações compartilhadas nas redes sociais.

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