A procura por vacinas contra a meningite aumentou em João Pessoa após a confirmação da morte de uma criança de 7 anos pela doença. A Secretaria Municipal de Saúde informou que houve aumento no movimento nas unidades públicas, principalmente de adultos em busca de informações sobre a imunização.
Além do caso confirmado, outros dois casos de meningite estão sendo investigados na capital. A recomendação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal da família e procurem os serviços de saúde caso existam doses atrasadas.
Vacinas disponíveis pelo SUS
O calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) prevê diferentes vacinas que ajudam a prevenir doenças que podem causar meningite.
A meningocócica C é administrada aos 3 e 5 meses de vida. Aos 12 meses, o reforço é feito preferencialmente com a meningocócica ACWY, que também é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos.
Além das vacinas meningocócicas, outras imunizações previstas no calendário nacional contribuem para a prevenção de formas de meningite, como BCG, pneumocócicas e pentavalente.
Rede particular também registra aumento
O aumento da procura também foi percebido na rede privada. Segundo uma clínica consultada pela reportagem, o movimento de pais interessados em vacinar os filhos cresceu 80% após a confirmação do caso e a investigação de outros pacientes.
Na rede particular, estão disponíveis vacinas que protegem contra diferentes sorogrupos do meningococo, incluindo a meningocócica B e a meningocócica ACWY, conforme indicação médica e faixa etária.
Os preços, porém, podem ser um obstáculo para algumas famílias. Há relatos de doses que ultrapassam R$ 600 na rede privada.
O que fazer em caso de vacina atrasada
A orientação dos profissionais de saúde é não esperar a ocorrência de casos para verificar a caderneta de vacinação.
Quem perdeu alguma dose deve procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a atualização do esquema. As doses e os intervalos variam de acordo com a vacina, idade e histórico de vacinação.
Também não é necessário retirar crianças da escola apenas por causa dos casos investigados, segundo a orientação apresentada pela Secretaria de Saúde. A recomendação é manter a atenção aos sinais de doenças, seguir as medidas de prevenção e manter a vacinação em dia.
A Secretaria Municipal de Saúde acompanha os dois casos que ainda estão sob investigação. O caso da criança de 7 anos foi confirmado anteriormente e resultou em morte.
A recomendação é que a população procure informações nos canais oficiais de saúde e evite tomar decisões com base apenas em informações compartilhadas nas redes sociais.


