Família de cuidadora morta em Campinas quebra o silêncio após prisão de suspeito

Familiares de Elinalva Mendes, de 38 anos, falaram sobre a perda e esperam que o suspeito permaneça preso e responda pelo crime

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
Família de cuidadora morta em Campinas quebra o silêncio após prisão de suspeito

A família de Elinalva Mendes, de 38 anos, encontrada morta em Campinas, quebrou o silêncio após a prisão do principal suspeito do crime. Antônio Rocha, de 54 anos, foi localizado na cidade de Uruaçu, em Goiás.

Elinalva foi encontrada morta no dia 9 de agosto, dentro de uma casa na região do Campo Belo, em Campinas. Segundo as informações da investigação, ela tinha marcas de golpes de faca.

Inicialmente, vizinhos chegaram a acreditar que a mulher poderia ter tirado a própria vida. No entanto, a polícia encontrou sinais que levantaram a suspeita de um crime violento. O armário do quarto estava quebrado, indicando que pode ter ocorrido uma luta corporal.

Elinalva mantinha um relacionamento com Antônio Rocha. Segundo a família, os dois estavam juntos havia alguns meses.

Após o crime, Antônio deixou Campinas e passou a ser procurado. Ele foi localizado e preso em Uruaçu, em Goiás, após uma investigação que começou em Campinas.

O caso ganhou ainda mais atenção por causa do histórico atribuído ao suspeito. Segundo a polícia, Antônio era procurado pela Justiça do Maranhão desde 2020 por um feminicídio cometido contra uma companheira.

Ainda de acordo com a investigação, em 2025, ele teria esfaqueado outra companheira em Itupeva, no interior de São Paulo.

Família fala sobre a vítima

Para os familiares, a prisão representa um passo importante para que o caso seja esclarecido. A sobrinha de Elinalva, que considerava a tia como uma segunda mãe, falou sobre o comportamento de Antônio e afirmou que ele era manipulador.

O irmão de Elinalva também contou que a família não conhecia o passado criminal de Antônio. Segundo ele, os familiares não imaginavam que o homem pudesse ser capaz de cometer o crime.

Elinalva havia deixado o Maranhão e se mudado para Campinas em busca de uma vida melhor. Ela trabalhava como cuidadora de idosos e deixou três filhas e dois netos.

A família espera que a Justiça responsabilize o suspeito pela morte da mulher.

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