Suspeito de sequestrar menina de 10 anos é liberado após análise de câmeras

Imagens de monitoramento mostraram inconsistências no relato informal da criança, levando a Polícia Civil a não ratificar a prisão em flagrante do homem de 64 anos.

Sede da DDM em Araçatuba | Foto: Richard Silva

O homem de 64 anos detido na manhã desta sexta-feira (21) sob a suspeita de ter sequestrado e abusado sexualmente de uma menina de 10 anos, no bairro Jussara, em Araçatuba (SP), foi liberado pela Polícia Civil. A decisão ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança realizada pela equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

De acordo com a delegada Luciana Pistori, o confronto dos horários gravados pelas câmeras das proximidades da casa da menina e da residência do acusado revelou uma incompatibilidade de tempo que inviabiliza a acusação.

A vítima foi vista pela última vez por volta das 18h de quinta-feira (20), no bairro Jussara, no mesmo horário em que o investigado foi registrado entrando na própria residência, sozinho, no bairro Roseli, tornando impossível a execução do sequestro.

Além da checagem das imagens, contradições no relato informal da garota influenciaram a decisão. Inicialmente, ela havia afirmado que foi jogada por cima do muro de casa pelo suspeito, mas a investigação apurou que a menor entrou na residência pelo portão principal.

Por ser menor de idade, a criança passará por um depoimento formal no Fórum da comarca, acompanhada por uma equipe de psicólogos.

Com a não ratificação do flagrante, o acusado responderá ao inquérito policial em liberdade. Apesar da soltura, a investigação prossegue sob a tipificação de sequestro e estupro de vulnerável até a conclusão do caso.

Relembre o caso

A criança havia sido dada como desaparecida na tarde de quinta-feira (20) após sair da casa da avó materna, no bairro Jussara. O homem de 64 anos, conhecido da família, chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar próximo ao local após acusações iniciais de que teria levado a menina até o bairro Roseli para cometer abusos, versão que foi descartada após a checagem das imagens pela Polícia Civil.

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