Para comemorar seus 18 anos, a Cobogó resgata e relança o livro que abriu seu catálogo: Saga Lusa – O relato de uma viagem, de Adriana Calcanhotto, que, em sua 2ª edição, ganha uma apresentação da autora e novo texto de orelha assinado por Eucanaã Ferraz. Com muito humor e ironia, a artista relata as aventuras pelas quais passou durante a turnê portuguesa do disco Maré, realizada entre maio e junho de 2008.
Após um voo Rio-Lisboa em que não conseguiu dormir, entrevistas na aterrissagem, um show em que falta luz e segue cantando, além de um desastroso coquetel de remédios para combater uma gripe fortíssima, Adriana tem um surto psicótico medicamentoso — que a obriga a cancelar, por vários dias, os shows e compromissos da turnê.
No quarto de hotel, sem conseguir dormir por vários dias, dividida entre médicos, hospitais, remédios, exames, e a dúvida sobre quando tudo aquilo passaria, Adriana escreve compulsivamente para espantar o medo, como um fio terra que a fazia manter algum tipo de lucidez. Assim, ao narrar sua saga, Adriana ri de si mesma, revira a língua portuguesa ao avesso e se diverte, em meio ao desespero, entre canções e livros que insistem em invadir sua escrita, até encontrar uma certeza em meio a tantos sustos e surpresas: a de que “a alegria é a prova dos nove”.
A editora Cobogó foi criada em 2008, com o objetivo de refletir sobre a arte, a cultura e o tempo presente. Esta casa possui, hoje, um catálogo de mais de 300 títulos – entre eles os da charmosa coleção “O livro do disco” que entre outros títulos tem o “Céu”, escrito por mim. Destes 300 títulos, 90% são projetos originais, desenvolvidos pela Cobogó junto a seus autores, artistas e colaboradores, em sua maioria brasileiros.

Para compor o conjunto de títulos e coleções inovadoras, a Cobogó valoriza a interdisciplinaridade, a pluralidade de vozes e a diversidade de temas, colocando-se como um agente das mudanças de paradigmas em curso no Brasil e no mundo. A cada nova publicação, a editora estimula a reflexão e promove o conhecimento, levando adiante um projeto consciente de (re)construção coletiva, reafirmando sua crença na transformação das relações sociais por meio da leitura e da cultura.


