Zélia Duncan vive um 2026 especialmente movimentado. Celebrando 45 anos de carreira com disco e show novos, a cantora e compositora será também a mestre de cerimônias do Festival Novabrasil 2026, que acontece no dia 14 de novembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Lenine, Isabella Taviani, Rael, Dora Morelenbaum e Juliana Linhares estão entre os artistas já confirmados para esta 13ª edição (ingressos aqui). Antes desse encontro, porém, Zélia desembarca na capital paulista para a estreia nacional do show Agudo Grave, nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro, no Sesc Pinheiros.
E talvez não exista maneira mais Zélia Duncan de comemorar quatro décadas e meia de música do que se recusando a viver apenas das lembranças. Agudo Grave, seu 21º álbum, é inteiramente inédito e mostra uma artista que continua interessada no que ainda não fez, nas parcerias que ainda pode construir e nos caminhos que sua música ainda pode percorrer.
“Apesar de tanto tempo e de tantas músicas, continuo procurando lugares onde nunca fui. O show Agudo Grave vai falar justamente desse desejo de seguir adiante, sempre revendo o lugar de onde eu vim. É uma mistura do desafio com o caminho já percorrido”, resume a artista.
Com direção de Zélia e Simone Mina, que também assina a direção de arte, e direção musical de Maria Beraldo, o espetáculo leva para o palco a atmosfera do disco e promove encontros entre diferentes gerações e linguagens. “Quis comemorar esses 45 anos de uma maneira desafiadora: com um disco todo novo, reunindo parceiros da minha geração e também novas parcerias. A Maria é uma artista muito corajosa, profundamente respeitada pelos colegas, e trouxe um olhar que abriu caminhos para esse trabalho.”
No palco, Zélia é acompanhada por Antonio Loureiro, na bateria; Fabio Sá, no baixo; Aline Gonçalves, nas flautas e clarinete; Amanda Camargo, no piano; e Ciro Bellucci, nos violões. A versatilidade dos músicos ajuda a construir um show que alterna instrumentos, vozes e texturas e traduz ao vivo a delicadeza e a força presentes no álbum.
O repertório coloca as novas canções em conversa com uma história que já atravessa 45 anos. Estão no roteiro a faixa-título, Agudo Grave, parceria com Lucina; Pontes no Ar, composta com Alberto Continentino; e Maravilha Disforme, feita com Lenine, além de músicas que marcaram diferentes momentos da trajetória de Zélia. “O repertório traz as músicas novas conversando com as músicas que já estão no caminho. São assuntos novos, encontrando canções que continuam vivas e dizendo coisas importantes para mim”, explica.
É justamente nesse encontro entre o que permanece e o que ainda está por vir que Zélia parece mais interessada. Em vez de transformar os 45 anos de carreira numa retrospectiva, ela prefere usá-los como ponto de partida. Uma escolha coerente com uma artista que construiu sua obra mudando de rota, experimentando sonoridades e encontrando novos parceiros sem perder a própria identidade.
Produzido e arranjado por Maria Beraldo, que também participa do disco ao lado de Lenine e Alberto Continentino, Agudo Grave tem 11 faixas. O álbum foi lançado em maio de 2026 pelo selo Duncan Discos, com distribuição digital da The Orchard, e está disponível nas plataformas de música.

SERVIÇO:
Zélia Duncan – show de lançamento de “Agudo Grave”
Datas: 4 a 7 de setembro de 2026
Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Endereço: Rua Pais Leme, Pinheiros – São Paulo (SP)
Horários: 20h nos dias 4 e 5; 18h nos dias 6 e 7
Classificação: livre
Ingressos: R$ 80 (inteira), R$ 40 (meia-entrada) e R$ 24 (credencial plena). Vendas pelo site do Sesc São Paulo e nas bilheterias das unidades.
Participações especiais
04/09: Alberto Continentino, João Camarero e Maria Beraldo
05/09: Alberto Continentino e Maria Beraldo
06/09: Lenine e Maria Beraldo
07/09: Maria Beraldo e Tó Brandileone


