Veja quem votou contra e quem foi a favor da PEC pelo fim da escala 6×1 na CCJ do Senado

A aprovação ocorreu depois de mais de quatro horas e meia de debates na CCJ.

Fachada do Congresso Nacional, sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro. Obra do arquiteto Oscar Niemeyer.As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília, com 100 metros - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições. | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Os outros 23 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

 

VEJA QUEM VOTOU CONTRA A PEC

– Rogério Marinho (PL/RN)

– Jaime Bagattoli (PL/RO)

– Tereza Cristina (PP/MS)

– Hamilton Mourão (Republicanos/RS)

 

Caroline de Toni (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS), Nicoletti (PL-RR) e Ricardo Salles (Novo-SP) disputam vaga no Senado nas eleições deste ano | Crédito: Bruno Spada, Mário Agra, Zeca Ribeiro e Luis Macedo/Câmara dos Deputados

 

 

VEJA QUEM FOI A FAVOR DA PEC

– Eduardo Braga (MDB/AM)

– Renan Calheiros (MDB/AL)

– Jader Barbalho (MDB/PA)

– Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB)

– Soraya Thronicke (PSB/MS)

– Professora Dorinha Seabra (União/TO)

– Styvenson Valentim (Podemos/RN)

– Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)

– Jayme Campos (União/MT)

– Jorge Seif (PL/SC)

– Magno Malta (PL/ES)

– Dr. Hiran (PP/RR)

– Laércio Oliveira (PP/SE)

– Otto Alencar (PSD/BA)

– Omar Aziz (PSD/AM)

– Eliziane Gama (PSD/MA)

– Vanderlan Cardoso (PSD/GO)

– Rodrigo Pacheco (PSB/MG)

– Lourdinha Pereira (PSB/MA)

– Rogério Carvalho (PT/SE)

– Fabiano Contarato (PT/ES)

– Camilo Santana (PT/CE)

– Weverton Rocha (PDT/MA)

 

COMO FOI A VOTAÇÃO

A aprovação ocorreu depois de mais de quatro horas e meia de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.

Durante a discussão, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas nos primeiros 60 dias após a promulgação e, 12 meses depois, para 40 horas. A mudança não poderá resultar em redução salarial e estabelece duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

Agora, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

GABRIELA CECCHIN E CRISTIANE GERCINA / Folhapress

 

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