O homem de 33 anos encontrado amarrado e com o órgão genital decepado recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande na manhã desta terça-feira (8).
Ele estava internado desde a noite de domingo (6), quando foi encontrado ferido em frente à própria residência, no bairro da Catingueira, em Campina Grande.
Segundo a Polícia Civil, não havia prisão em flagrante nem mandado de prisão contra ele, razão pela qual o homem pôde deixar a unidade hospitalar.
Polícia apura dois casos separadamente
A Polícia Civil investiga duas ocorrências relacionadas ao episódio.
Uma apuração busca esclarecer a agressão sofrida pelo homem. A outra investiga uma denúncia de que ele teria cometido abuso sexual contra duas crianças, filhos da companheira.
As duas situações ainda estão sob investigação e, até o momento, não há conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal em nenhum dos casos.
Companheira é suspeita da agressão
A companheira do homem é apontada como suspeita de ter praticado a agressão.
Segundo o relato dado pela vítima à Polícia Militar, a mulher teria pedido para testar tipos de nós que estaria aprendendo em um curso de bombeiro civil e, em seguida, teria amarrado as mãos e os pés dele.
O homem foi encontrado com intenso sangramento.
De acordo com a PM, o órgão genital não foi localizado no local.
Até a última atualização, a mulher não havia sido encontrada pela polícia.
Crianças relataram supostos abusos
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, os dois filhos da mulher, de 8 e 10 anos, teriam relatado à mãe que o padrasto praticava abusos sexuais contra eles.
A delegada responsável pelo caso informou que a mãe tomou conhecimento dos relatos no sábado (5).
A suspeita é de que a agressão contra o homem tenha ocorrido depois dessas acusações, mas essa relação ainda deverá ser esclarecida formalmente pela investigação.
Pai das crianças registrou ocorrência
O pai das crianças registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (7).
Os menores estão sob os cuidados dele.
Por envolver crianças e suspeita de violência sexual, informações capazes de permitir a identificação das vítimas devem ser preservadas.
Investigações continuam
A Polícia Civil seguirá ouvindo envolvidos e testemunhas e reunindo elementos para esclarecer tanto a agressão contra o homem quanto a denúncia de estupro de vulnerável.
Até a última atualização, não havia informação sobre prisão relacionada a nenhum dos dois casos.


