O médico de 33 anos teve a prisão preventiva decretada após invadir o apartamento da ex-namorada em Bauru, no interior de São Paulo. O homem, identificado como Diogo Pereira Borges, foi baleado no abdômen durante a ocorrência e permanecia internado em estado grave na UTI do Hospital de Base.
O caso aconteceu na manhã de terça-feira, no bairro Jardim Infante Dom Henrique. A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e tramita em segredo de Justiça.
Além disso, o médico ainda deverá ser ouvido formalmente pela Polícia Civil para apresentar sua versão sobre o que aconteceu dentro do imóvel.
Médico invadiu prédio onde mora a ex-namorada
Segundo as informações reunidas durante a investigação, o médico foi até o condomínio onde mora a ex-namorada, de 24 anos, que é estudante de Medicina. O homem já havia tido acesso ao prédio durante o relacionamento. Entretanto, após o fim da relação, ele não tinha mais autorização para entrar no local.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da movimentação. Inicialmente, ele aparece na portaria do condomínio, o médico carregava um iPhone acondicionado em um saco. A suspeita é de que o aparelho seria entregue à ex-namorada como uma tentativa de reaproximação, no entanto, ele também estaria armado com uma pistola calibre 9 milímetros.
Entrada no prédio ocorreu por outro caminho
Como não conseguiu passar pela portaria, o homem teria entrado em uma escola localizada ao lado do condomínio e escalado o muro para conseguir acesso à área do prédio. Posteriormente, imagens de segurança mostram o médico passando pela região da piscina e seguindo em direção às escadas.
Ele então teria subido até o sexto andar, onde fica o apartamento da ex-namorada. Como encontrou a porta trancada, desceu novamente, de acordo com a investigação, ele teria utilizado uma estrutura interna do edifício para subir novamente até o sexto andar.
O acesso ao imóvel teria ocorrido por meio de um duto de ar-condicionado, até que o médico conseguiu entrar pela janela do apartamento.
Ex-namorada estava no apartamento
A jovem estava descansando quando o médico entrou no imóvel. Os dois se encontraram e começaram uma discussão, a partir desse momento, porém, as versões apresentadas pelos envolvidos são diferentes.
Segundo o relato da estudante, durante a discussão ela conseguiu se trancar no banheiro. Nesse momento, teria ocorrido um primeiro disparo. Na sequência, ela afirmou ter ouvido outro tiro. Quando saiu do banheiro, encontrou o médico baleado no abdômen, sobre a cama.
A jovem teria prestado os primeiros socorros e acionado a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), um dos disparos também atingiu o vidro da sacada do apartamento, que fica voltado para a região central de Bauru.
Médico apresentou versão diferente à polícia
Por outro lado, o médico apresentou uma versão diferente aos policiais militares que atenderam a ocorrência, segundo o relato atribuído a ele, a ex-namorada teria efetuado o disparo que o atingiu. Conforme essa versão, depois do tiro, a arma teria sido lançada para fora do prédio. Os policiais realizaram buscas na área indicada, mas inicialmente não localizaram a pistola.
Posteriormente, a arma foi encontrada dentro da bolsa da estudante.
Investigação deve esclarecer o que aconteceu
Os dois envolvidos foram encaminhados à delegacia e a estudante prestou depoimento e apresentou aos investigadores sua versão sobre a invasão e os disparos. Enquanto isso, o médico permaneceu internado em estado grave e ainda deverá ser ouvido pela Polícia Civil quando as condições clínicas permitirem.
A prisão preventiva determinada pela DDM deverá ser cumprida enquanto o caso é investigado e diante das versões divergentes, a Polícia Civil deverá analisar depoimentos, imagens das câmeras de segurança, a localização da arma, vestígios dos disparos e demais elementos periciais.
Assim, a investigação busca esclarecer a dinâmica dos tiros e determinar a responsabilidade de cada envolvido na ocorrência.
Vale destacar que, até a conclusão da apuração e eventual decisão judicial, as versões apresentadas pelos envolvidos devem ser tratadas como alegações, sem antecipação de culpa.



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