A candidata a deputada federal por São Paulo Marina Helou (PSB) defendeu a proibição do acesso às redes sociais para menores de 16 anos. A proposta aparece entre as prioridades que ela pretende levar ao Congresso Nacional caso seja eleita.
“Eu acredito que é importante a gente proibir redes sociais para menores de 16 anos”, afirmou durante entrevista à Novabrasil e ao Grupo TH+, conduzida por Maira Di Giaimo e Heródoto Barbeiro.
Deputada estadual em segundo mandato e autora da lei que proibiu o uso de celulares nas escolas paulistas, Marina afirmou que pretende ampliar em Brasília o debate sobre os impactos da tecnologia no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Segundo ela, as plataformas são desenhadas para estimular o uso contínuo e crianças e adolescentes têm mais dificuldade de controlar esse comportamento.
“É feito para viciar. Os adultos estão viciados, eu estou viciada. E o cérebro das crianças e dos adolescentes não consegue sozinho lutar contra esse vício.”
Marina citou ainda resultados que, segundo ela, já indicam melhora no ambiente escolar após as restrições ao celular, com reflexos na aprendizagem, na saúde mental de professores e na redução de conflitos.
Emendas parlamentares viram alvo
Outro ponto central da entrevista foi a crítica ao crescimento das emendas parlamentares.
Marina afirmou que gostaria de trabalhar pelo fim do mecanismo e classificou o volume de recursos controlados por deputados e senadores como um problema para o orçamento público.
“As emendas parlamentares são um escândalo, é muito dinheiro.”
Na avaliação da candidata, o aumento desses recursos desloca decisões que deveriam ser tomadas com base em políticas públicas e critérios técnicos.
Ela também criticou a postura atual do Congresso e citou a chamada PEC da Blindagem como um dos motivos que a levaram a disputar uma vaga federal.
“É muito descaso com a população, é muito descolamento da realidade.”
STF precisa fortalecer controles internos
Logo no início da entrevista, Marina também comentou a crise no Supremo Tribunal Federal.
Para ela, os episódios recentes prejudicam a credibilidade institucional e mostram a necessidade de mecanismos internos de controle mais fortes.
“Os ministros não podem estar acima das instituições.”
Marina disse considerar positiva a transparência proporcionada pela transmissão dos julgamentos, mas avaliou que o problema está na falta de regras e controles capazes de preservar a instituição diante da atuação individual de seus integrantes.
Educação passa pela valorização dos professores
Na educação, a candidata colocou a formação e a valorização dos professores entre as prioridades. Criticou a expansão de cursos de formação docente exclusivamente a distância e afirmou que o país precisa tornar novamente a carreira atrativa.
“Imagina a loucura que o Brasil fez nos últimos anos de permitir que a maioria dos nossos professores se formassem unicamente online, sem nunca pisar numa sala de aula.”
Marina também defendeu alfabetização na idade certa e ampliação das escolas de tempo integral.
Candidata pelo PSB depois de deixar a Rede Sustentabilidade, ela afirmou que pretende manter uma atuação independente na Câmara, apesar de reconhecer maior proximidade com um eventual governo progressista.
A entrevista com Marina Helou, candidata a deputada federal por São Paulo, integra a série da Novabrasil e do TH+ com candidatos nas eleições de 2026.
A íntegra da conversa está disponível no canal Jornalismo Novabrasil, no YouTube, junto às demais entrevistas da série.


