A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal começou com 245 das 283 agências fechadas na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A paralisação também atingiu quatro unidades administrativas do banco na capital paulista: Sé, Brás, São Joaquim e Paulista.
O balanço foi divulgado neste domingo (13), após reunião do comando de greve para avaliar o primeiro dia de paralisação e os desdobramentos da campanha salarial. Segundo o sindicato, a mobilização começou após os empregados rejeitarem, em assembleias, a proposta apresentada pela Caixa.
Na sexta-feira (11), após a rejeição da proposta, a Caixa encaminhou um comunicado às unidades informando que alguns direitos e benefícios deixariam de ser aplicados enquanto não houvesse um novo acordo.
Segundo o documento enviado pelo banco, os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) referentes ao período de 2024 a 2026 terminaram em 31 de agosto. Como a proposta apresentada posteriormente não foi aprovada pelos empregados, a Caixa informou que deixaria de manter provisoriamente algumas das condições previstas nos acordos.
Entre as medidas anunciadas estavam a suspensão da aplicação dos reajustes salariais e dos benefícios e a interrupção do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos parâmetros previstos na proposta rejeitada. O comunicado também citava o encerramento de benefícios como o auxílio-refeição e o auxílio-cesta-alimentação.
O sindicato classificou o comunicado como uma medida de caráter antissindical e cobrou a retomada das negociações. As entidades também defendem que as discussões sobre o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados, sejam realizadas separadamente do acordo coletivo.
Caixa retoma negociações
Ainda neste domingo (13), a Caixa respondeu às entidades representantes dos empregados e informou a retomada das negociações. Com a reabertura das tratativas, o banco também suspendeu as medidas anunciadas anteriormente relacionadas aos direitos e benefícios.
A retomada das negociações ocorre em meio à greve iniciada pelos empregados após a rejeição da proposta apresentada pela instituição.
Em nota, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a continuidade das negociações será importante para tentar chegar a um acordo entre as partes.
“É importante reabrir as negociações e garantir os direitos que estão na Convenção Coletiva de Trabalho. O que vai resolver a campanha é o diálogo, a Caixa ouvir os trabalhadores e apresentar saída negociada para o impasse”, afirmou.
Segundo ela, ainda não foram divulgados detalhes sobre os próximos termos da negociação.
Greve continua nesta segunda-feira
A paralisação dos empregados da Caixa continua nesta segunda-feira (14). O Comando Nacional dos Bancários também deve realizar uma nova reunião para definir os próximos passos das negociações.
O comando de greve do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região programou reuniões online, a partir das 16h, com representantes das regionais para discutir o andamento da paralisação.
Também está previsto um ato às 11h30, em frente à unidade da Caixa localizada na Avenida Paulista, 750, em São Paulo.
A continuidade ou eventual alteração da greve dependerá das decisões tomadas pelos empregados e do andamento das negociações entre a Caixa e as entidades representantes da categoria.
- José Sarney, ex-presidente, é internado com quadro de pneumonia
- Greve continua nesta segunda-feira e fecha 245 agências da Caixa em São Paulo
- Dia Nacional do Frevo: dança é considerada Patrimânio Cultura Imaterial da Humanidade
- Ao menos oito pessoas morreram durante chuvas que atingiram o estado de São Paulo
- Mensagens mostram que ‘A Turma’ de Vorcaro lamentou saída de Toffoli de relatoria do Master





