Greve continua nesta segunda-feira e fecha 245 agências da Caixa em São Paulo

Paralisação começou após empregados rejeitarem proposta; Caixa retomou negociações e suspendeu medidas sobre benefícios anunciadas na sexta-feira

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Reprodução/Sindicato dos Bancários

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal começou com 245 das 283 agências fechadas na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A paralisação também atingiu quatro unidades administrativas do banco na capital paulista: Sé, Brás, São Joaquim e Paulista.

O balanço foi divulgado neste domingo (13), após reunião do comando de greve para avaliar o primeiro dia de paralisação e os desdobramentos da campanha salarial. Segundo o sindicato, a mobilização começou após os empregados rejeitarem, em assembleias, a proposta apresentada pela Caixa.

Na sexta-feira (11), após a rejeição da proposta, a Caixa encaminhou um comunicado às unidades informando que alguns direitos e benefícios deixariam de ser aplicados enquanto não houvesse um novo acordo.

Segundo o documento enviado pelo banco, os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) referentes ao período de 2024 a 2026 terminaram em 31 de agosto. Como a proposta apresentada posteriormente não foi aprovada pelos empregados, a Caixa informou que deixaria de manter provisoriamente algumas das condições previstas nos acordos.

Entre as medidas anunciadas estavam a suspensão da aplicação dos reajustes salariais e dos benefícios e a interrupção do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos parâmetros previstos na proposta rejeitada. O comunicado também citava o encerramento de benefícios como o auxílio-refeição e o auxílio-cesta-alimentação.

O sindicato classificou o comunicado como uma medida de caráter antissindical e cobrou a retomada das negociações. As entidades também defendem que as discussões sobre o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados, sejam realizadas separadamente do acordo coletivo.

Caixa retoma negociações

Ainda neste domingo (13), a Caixa respondeu às entidades representantes dos empregados e informou a retomada das negociações. Com a reabertura das tratativas, o banco também suspendeu as medidas anunciadas anteriormente relacionadas aos direitos e benefícios.

A retomada das negociações ocorre em meio à greve iniciada pelos empregados após a rejeição da proposta apresentada pela instituição.

Em nota, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a continuidade das negociações será importante para tentar chegar a um acordo entre as partes.

“É importante reabrir as negociações e garantir os direitos que estão na Convenção Coletiva de Trabalho. O que vai resolver a campanha é o diálogo, a Caixa ouvir os trabalhadores e apresentar saída negociada para o impasse”, afirmou.

Segundo ela, ainda não foram divulgados detalhes sobre os próximos termos da negociação.

Greve continua nesta segunda-feira

A paralisação dos empregados da Caixa continua nesta segunda-feira (14). O Comando Nacional dos Bancários também deve realizar uma nova reunião para definir os próximos passos das negociações.

O comando de greve do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região programou reuniões online, a partir das 16h, com representantes das regionais para discutir o andamento da paralisação.

Também está previsto um ato às 11h30, em frente à unidade da Caixa localizada na Avenida Paulista, 750, em São Paulo.

A continuidade ou eventual alteração da greve dependerá das decisões tomadas pelos empregados e do andamento das negociações entre a Caixa e as entidades representantes da categoria.

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