GCM é investigado por levar adolescente de 17 anos a motel sem consentimento

GPS do namorado comprovou que jovem ficou no local por 47 minutos; caso foi registrado como restrição de liberdade

Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Araçatuba | Foto: Divulgação

Um Guarda Civil Municipal (GCM) de 30 anos está sendo investigado pela Polícia Civil de Araçatuba (SP) após levar uma adolescente de 17 anos a um motel em Birigui (SP) contra a vontade dela. O caso foi registrado na noite dessa segunda-feira (25) no plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba (SP) pela mãe da jovem, que descobriu o ocorrido por meio do compartilhamento de localização do celular da filha.

O suspeito era professor em uma instituição onde a adolescente e seu namorado, de 18 anos, haviam sido alunos, e mantinha uma relação de amizade com o casal. No final de abril, o relacionamento dos jovens passou por um breve término. Aproveitando o abalo emocional da adolescente, o homem a convidou, no dia 5 de maio, para ir a uma lanchonete e conversar sobre a situação, garantindo que sua noiva também estaria presente.

No entanto, ele buscou a menor sozinho, justificando a ausência da noiva com compromissos acadêmicos. Durante o trajeto, ao passar pela Rodovia Senador Teotônio Vilela, o investigado fez uma conversão brusca e adentrou um motel, sem que a jovem esperasse ou concordasse com o destino.

Perguntas íntimas

Segundo o depoimento prestado pela mãe à polícia, a adolescente permaneceu sentada na escada do quarto enquanto o homem se sentava na cama e fazia perguntas íntimas sobre o relacionamento dela com o namorado.

A jovem afirmou ter pedido repetidas vezes para ir embora, mas o investigado insistia em prolongar a conversa. Ela declarou não ter sofrido agressão física nem relação sexual, mas a família desconfia que a jovem esteja omitindo detalhes por medo ou ameaça velada. O histórico de localização por GPS mantido pelo namorado da vítima — com quem ela reatou o relacionamento — comprovou que a permanência no motel durou 47 minutos.

Rodovia interditada

Ao ser confrontado por telefone pela mãe da menor, o homem admitiu ter levado a jovem ao estabelecimento. Como justificativa, alegou que a rodovia de retorno estava interditada e que aproveitou o local para tratar de “assuntos relacionados ao futuro” da adolescente, como cursos e ingresso na faculdade. A noiva do investigado confirmou à mãe da vítima que não tinha conhecimento do encontro.

Diante da fragilidade emocional da adolescente, o delegado plantonista optou por não colher seu depoimento imediatamente, a fim de evitar a revitimização. A Polícia Civil de Araçatuba conduzirá as investigações sobre o caso, que foi registrado como restrição de liberdade.

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