Idosa tem prejuízo de R$ 100 mil no golpe do falso advogado

Criminosos se passaram por defensora e promotor de justiça para enganar a vítima via WhatsApp, em Rio Preto

Caso foi registrado na Delegacia Seccional de Rio Preto | Foto: Reprodução Google Maps

Uma idosa de 62 anos perdeu R$ 100 mil no golpe do falso advogado em São José do Rio Preto (SP). O caso foi registrado nessa quarta-feira (8), no Plantão da Delegacia Seccional, como estelionato cometido contra idoso, crime previsto no Artigo 171 do Código Penal, cuja pena é agravada quando praticada por meio de redes sociais ou contatos telefônicos.

A abordagem teve início quando a vítima recebeu mensagens de um número de telefone desconhecido, mas que utilizava a foto de perfil de sua advogada real. Na mensagem, a suposta profissional informava que a cliente teria valores a receber decorrentes de um processo judicial em andamento, detalhando montantes e descontos de honorários para dar veracidade à história.

Em seguida, a idosa foi direcionada a entrar em contato com um homem que se apresentou como promotor de justiça. O falso promotor chegou a realizar uma chamada de vídeo via WhatsApp, mas manteve a câmera dele desligada, impedindo a visualização de seu rosto.

Sob o pretexto de viabilizar o pagamento da falsa indenização judicial, o golpista solicitou os dados bancários da vítima e enviou um link fraudulento, que foi acessado por ela.

Prejuízo e investigações

Após ceder os dados e acessar o link fornecido pelos criminosos, a idosa constatou diversas movimentações financeiras indevidas em suas contas bancárias. Foram realizadas contratações de empréstimos e compras não autorizadas com cartões de crédito e em redes de varejo, totalizando o desfalque de aproximadamente R$ 100 mil.

Posteriormente, a vítima ainda recebeu contatos de outro número suspeito que simulava o suporte de uma empresa de comércio eletrônico, o que a polícia também suspeita estar atrelado à tentativa de fraude.

A idosa apresentou à Polícia Civil os registros das conversas, os comprovantes bancários e as chaves PIX utilizadas pelos estelionatários.

A autoridade policial orientou a vítima sobre a possibilidade de acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED PIX) junto às instituições financeiras para tentar reaver os valores.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil para identificar os titulares das contas bancárias e os responsáveis pelas linhas telefônicas utilizadas no crime.

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