Polícia Ambiental descobre cativeiro ao ouvir canto de pássaros e apreende 41 aves

Infrator foi multado em R$ 20,5 mil, em Votuporanga (SP); aves resgatadas passaram por perícia veterinária e foram devolvidos à natureza.

Foto: Polícia Militar Ambiental

O som intenso vindo do interior de um imóvel no bairro Colinas chamou a atenção de equipes do 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental na manhã dessa quarta-feira (22), em Votuporanga (SP). A fiscalização resultou na apreensão de 41 aves da fauna silvestre mantidas ilegalmente em cativeiro e na aplicação de uma multa de R$ 20.500,00 ao infrator.

A equipe policial se deslocava para patrulhamento em área rural, no sentido ao Rio São José dos Dourados, quando ouviu a algazarra dos pássaros. Ao averiguar a residência com autorização do morador, os agentes constataram a presença de dezenas de gaiolas de madeira e arame com as aves silvestres sem qualquer tipo de anilhamento, identificação ou licença dos órgãos ambientais competentes.

Espécies Apreendidas:

  • 28 Canários-da-terra (Sicalis flaveola)
  • 13 Coleirinhos-papa-capim (Sporophila caerulescens)
  • 4 Alçapões de madeira (armadilhas utilizadas para a captura de espécimes livres na natureza)

O responsável pelo imóvel admitiu não possuir autorização do órgão ambiental para a criação dos animais. Diante da infração administrativa, ele recebeu o Auto de Infração Ambiental (AIA) com multa no valor total de R$ 20.500,00.

Enquadramento Criminal e Soltura no Habitat Natural

Segundo a Polícia Ambiental, a conduta enquadra-se, em tese, no crime ambiental previsto no artigo 29, §1º, inciso III, da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que proíbe a guarda, manutenção em cativeiro ou venda de espécimes da fauna silvestre sem licença.

A ocorrência foi apresentada na Central de Flagrantes de Votuporanga, onde a Polícia Civil fez o boletim de ocorrência.

De volta à natureza

Antes de retornarem à liberdade, as 41 aves passaram por perito da Polícia Científica e por avaliação de um médico-veterinário. O laudo confirmou que os animais mantinham comportamento bravio e plenas condições de sobrevivência na natureza. Concluídas as etapas legais e técnicas, todos os pássaros foram soltos em área de mata ciliar do Córrego Marinheirinho.

A Polícia Militar Ambiental reforça que retirar animais do seu habitat ou mantê-los presos sem autorização compromete o equilíbrio da biodiversidade. Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas de forma anônima aos canais da Polícia Militar.

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