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Projeto prevê transformar zoológico de Araçatuba em parque e manter os animais

Proposta prevê transformar o zoológico em um parque urbano, integrando o lazer da comunidade com a preservação da fauna local.

Zoológico de Araçatuba foi inaugurado em 1963 e é tema de reunião pública, hoje | Foto: Divulgação

O Zoológico Municipal Dr. Flávio Leite Ribeiro, de Araçatuba (SP), poderá ser transformado em um parque, com a permanência dos animais. O tema foi o centro de um intenso debate durante uma reunião pública realizada na noite dessa quarta-feira (20), na Câmara Municipal.

O encontro, que uniu autoridades, conselhos e a população, terminou com um consenso claro: o bem-estar dos animais é a prioridade máxima. Como resultado, a Prefeitura anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, da transferência dos animais, uma medida que vinha gerando grande polêmica na cidade.

A reunião foi organizada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema) e pelo Conselho de Proteção e Defesa dos Animais (Compdaa).

Durante o evento, o vice-presidente do Comdema, Leo Potje, apresentou um projeto de revitalização elaborado em 2019, que propõe transformar o espaço em um parque urbano, mantendo os animais em uma área segura e adequada.

A proposta inclui a criação de quadras poliesportivas, academia ao ar livre, pista de caminhada e outras melhorias, integrando o lazer da comunidade com a preservação da fauna local.

Participação Popular

A participação popular foi um dos pontos altos do encontro, com cerca de 20 pessoas se inscrevendo para expressar suas opiniões. As falas se dividiram entre aqueles favoráveis e os contrários à transferência dos animais.

A maioria dos participantes, no entanto, destacou o valor histórico e afetivo do zoológico para a cidade, além de ressaltar uma questão técnica crucial: muitos dos animais, por serem idosos, amputados ou por outras condições, não teriam condições de sobreviver a uma transferência ou de serem reintegrados à natureza.

Os conselhos esclareceram que a proposta não é manter um zoológico nos moldes tradicionais, mas sim evoluir para um mantenedouro ou santuário. Este modelo se concentra em garantir cuidados e qualidade de vida para animais silvestres que não podem mais viver em seus habitats naturais.

Busca por Recursos

O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Marques, adotou um tom cauteloso. Embora tenha admitido que a transferência ainda é vista como uma alternativa viável do ponto de vista financeiro, ele garantiu que qualquer decisão futura será amplamente discutida com os conselhos e com a sociedade. A manutenção do zoológico nos moldes atuais demanda cerca de R$ 1,3 milhão mensais.

A Prefeitura também informou que está desenvolvendo um novo plano para a área, mas não apresentou prazos para sua conclusão. Além do secretário de Meio Ambiente, estiverem presentes ao evento os secretários Marcelo Teixeira (Governo e Comunicação) e Mirian Gon (Administração).

A presidente da Câmara, vereadora Edna Flor (Podemos), e os vereadores Gilberto Batata Mantovani (PSD), Ícaro Morales (Cidadania), Luís Boatto (Solidariedade) e Damião Brito (REDE) também participaram da reunião pública. Já os vereadores João Moreira (PP), João Pedro Pugina (PL) e Luciano Perdigão (PSD) enviaram representantes.

A questão financeira foi outra tema discutido durante a reunião. Atualmente, o município não possui verba para uma revitalização de grande porte. A estratégia, portanto, será estruturar um projeto sólido para buscar emendas parlamentares estaduais e federais, além de recursos do Ministério do Meio Ambiente.

Além disso, a cidade já dispõe do Fundo Municipal do Meio Ambiente, que pode destinar verbas de multas ambientais para projetos como a melhoria do zoológico.

Ao final, ficou definido que os conselhos irão compilar todas as discussões e sugestões em um relatório, a ser entregue à Prefeitura em até 30 dias.

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