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Adelmo Pinho
Adelmo Pinho
Adelmo Pinho escreve a coluna Reflexão no TH+ Araçatuba. É articulista, cronista e membro da Academia de Letras de Penápolis e da Academia Araçatubense de Letras. Foi Procurador do Estado de São Paulo e está como Promotor de Justiça desde 1995.

A síndrome de néscio

"O brasileiro, em sua maioria, não costuma ler e pouco escreve. Assim, quando alguém se dispõe a escrever publicamente, é algo incomum."

Imagem Ilustrativa

Percebo a importância de ler bons livros quando me deparo com pessoas ignorantes sobre determinado assunto, que se apresentam como se fossem doutoras no tema. Uma coisa é ter opinião diferente sobre um assunto, outra é falar dele sem ter estudado ou conhecê-lo. Ninguém consegue ter conhecimento sobre todas as áreas, por isso, costuma-se buscar especialização.

No direito, por exemplo, um profissional da área não detém domínio de tudo relacionado à essa ciência. Quando Sócrates, filósofo grego, dizia que nada sabia, em verdade ele sabia mais que todos da sua época, mas se colocava na condição de aprendiz, porque não detinha todo o conhecimento.

Já escrevi centenas de artigos veiculados na imprensa sobre assuntos dos mais variados. Isso não quer dizer que tenho o domínio de cada tema com profundidade, mas procuro compreender o assunto, estudá-lo e passar ao leitor com a maior clareza possível.

Muitas vezes, recebo críticas construtivas, o que soma ao texto original. Devemos ter, assim, a humildade em buscar aprender sempre, e mudar de opinião, se for o caso. Como também já tive comentários sem sentido sobre alguns dos meus artigos, de leitores que não estudam e dão pitacos desprovidos de qualquer conteúdo.

Mas, acredito que o que importa é fomentar a reflexão, para sairmos da linha da mediocridade. O brasileiro, em sua maioria, não costuma ler e pouco escreve. Assim, quando alguém se dispõe a escrever publicamente, é algo incomum.

O brasileiro, também, em regra, não prestigia a literatura. Se o Estado cria projetos para fomentar e custear à arte em geral, é criticado. Percebe-se isso claramente quando um escritor lança um livro: a população em geral não possui interesse em prestigiar; se fosse um churrasco de graça, seria diferente.

Certa feita solicitei a um estabelecimento comercial em Araçatuba – uma padaria – se tinha interesse em expor um livro de minha autoria. A resposta foi “não”, porque não lhe daria retorno financeiro, como vender o pão de cada dia… É essa, pois, a “cultura” que move parte dos brasileiros: ao invés de prestigiar a arte, a cultura e a literatura, fecha-se portas.

Por isso que a política no Brasil não melhora: parte da população é composta por ignorantes ou medíocres, que buscam heróis e cultuam ideologias, quando deveriam buscar conhecimento.

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