Pintassilgo é resgatado de cativeiro ilegal em Mongaguá

A ave, que era utilizada como isca, estava presa em uma gaiola com dois alçapões e pendurada em uma árvore na Avenida Agenor de Campos

Eduardo Cabrera
Eduardo Cabrera
Como dizia Chorão: "Eu vim de Santos". Estudante de Jornalismo na Universidade Católica de Santos, sou apaixonado por esporte, música e comunicação. Torcedor do Santos FC, acredito no jornalismo como uma ferramenta para informar, conectar pessoas e contar histórias.
Foto: Prefeitura de Mongaguá

O Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPAM), da Guarda Civil Municipal de Mongaguá, realizou o resgate de uma fêmea de pintassilgo (Sporagra magellanica), que estava sendo mantida em cativeiro ilegal, no último domingo (27).

Presa em uma gaiola com dois alçapões e pendurada em uma árvore na Avenida Agenor de Campos, a ave era utilizada como isca para atrair outros animais da mesma espécie.

A apreensão aconteceu por volta das 16h47, durante patrulhamento de fiscalização ambiental. O responsável pela armadilha não foi identificado no momento da abordagem. A gaiola foi apreendida e os guardas encaminharam a ave ao Parque Ecológico de Mongaguá para avaliação biológica.

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No parque, o animal esteve sob os cuidados do biólogo Daniel Monteiro Bortone, que analisou o comportamento e o estado de saúde do pássaro para definir o manejo adequado.

“Ela estava estressada, procurando a todo momento um local de fuga para sair da gaiola e de perto de nós. Não estava machucada e estava bem nutrida, características que mostram que, muito provavelmente, tinha sido capturada recentemente. Avaliamos a condição geral de saúde, o comportamento e a área de ocorrência para confirmar se a espécie é nativa da nossa região”, explicou o biólogo.

Como os exames constataram que a fêmea ainda mantinha os hábitos selvagens intactos, a equipe técnica pôde autorizar o seu retorno imediato ao habitat natural.

“Se a ave foi capturada há poucos dias, é recomendado fazer a soltura imediata após a avaliação profissional. Se estivesse há mais tempo em cativeiro, precisaria de um processo de treinamento antes. Orientamos os guardas a fazerem a soltura em um local seguro, o mais próximo possível da ocorrência, pois essas aves conhecem a área onde habitam”, detalhou Bortone.

Após a emissão do laudo, a equipe do GEPAM encaminhou a ave até uma área de preservação próxima e realizou a soltura, oficializada pelo Termo de Soltura e Destinação.

A apanha e a manutenção de animais da fauna silvestre em cativeiro sem autorização configuram crime ambiental, previsto no Artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/98 e no Artigo 25 da Resolução SIMA 05/21. Denúncias de cativeiro ilegal ou armadilhas podem ser feitas diretamente à Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

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