FIM DAS BETS: entenda o impacto da decisão no Santos

Santos pode perder patrocínio de R$ 35 milhões com proibição das bets

Beatriz Rodrigues
Beatriz Rodrigues
Graduanda de jornalismo na Universidade Católica de Santos, com interesse em jornalismo investigativo político e direitos humanos. Apaixonada por aprender e contar histórias, acredito que o repórter é o eterno aprendiz, como diria Caco Barcellos.“A bright young reporter with a point of view” - Entrevista com o Vampiro.
Foto: Raul Baretta/Santos FC

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou uma medida provisória nesta sexta-feira (25) para proibir a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil.

A decisão gerou debates e colocou em alerta os clubes do futebol brasileiro que mantêm patrocínios com empresas do setor.

O Santos figura entre as equipes que podem sofrer forte impacto financeiro com o fim das apostas. Um levantamento do portal 365Scores indica que o clube ocupa a 11ª posição no ranking de valores, com um contrato estimado em R$ 35 milhões anuais.

A oscilação nos valores apurados ocorre devido à inclusão de bônus por desempenho e trocas de patrocinadores ao longo das temporadas. Um balanço publicado pelo portal Lance! Biz apontou que acordos anteriores do clube atingiam patamares superiores ao considerar metas atingidas.

Clubes se manifestam contra a proibição

Diante do cenário, diversos clubes se manifestaram publicamente contra a proibição do setor. O Santos assinou um manifesto coletivo ao lado de equipes como Palmeiras, São Paulo e Botafogo defendendo a manutenção do mercado regulamentado.

Os clubes alegam que os recursos gerados pelas casas de apostas são fundamentais para o financiamento de estruturas, categorias de base e futebol feminino. Em nota oficial, o Flamengo declarou que o fim da regulamentação pode reduzir drasticamente os investimentos no esporte nacional.

Impacto financeiro para o futebol brasileiro

Levantamentos do setor indicam que o patrocínio de apostas movimentou cerca de R$ 1,03 bilhão na Série A do Campeonato Brasileiro. Caso a proibição avance, as diretrizes obrigarão os times a buscarem novas alternativas comerciais para cobrir a perda das receitas.

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