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Governo de SP firma acordos para impulsionar setor offshore e viabilizar leilão do Porto de São Sebastião

Foto: Carla Oliveira


Na abertura da segunda edição do SP Offshore, em Santos, foram assinados dois importantes documentos para o setor de energia no Brasil. Um memorando de entendimento entre a Petrobras, o Estado de São Paulo, a Invest SP e o Brazilian Energy Council (Brenc), e o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) necessário para o futuro leilão do Porto de São Sebastião.

As assinaturas ocorreram, nesta quarta-feira (25), no Santos Convention Center e marcaram um novo passo na consolidação do Estado como protagonista nacional na indústria offshore. O coordenador do Comitê de Desenvolvimento do Offshore Paulista e diretor-fundador do Brenc, Eduardo Varela, destacou a importância do EVTEA, que irá subsidiar a implantação de uma nova Base de Apoio Offshore em São Sebastião. “É um grande marco para São Paulo. Vamos desenvolver o porto como um polo de apoio marítimo offshore”, afirmou.

Responsável pelo estudo, a empresa Edison Chouest celebrou o avanço. “Temos território e capacidade técnica. Estamos no momento certo para transformar o potencial offshore em realidade”, declarou o gerente da companhia, Felipe Xavier.

Segundo o presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio, a licitação pode ocorrer em até dois anos, mas há esforço para encurtar esse prazo. “Essa é nossa obrigação”, frisou. O diretor-comercial da Omni Táxi Aéreo, Décio Galvão, também demonstrou otimismo: “A nova base vai reduzir atrasos no transporte, aproximando os campos de exploração da infraestrutura logística”.

Investimentos no litoral norte já estão em curso. A melhoria do acesso ao Porto de São Sebastião, com a nova Rodovia dos Tamoios, é uma das iniciativas em destaque. “A conectividade era um gargalo, mas já é possível acessar o porto com eficiência logística”, explicou Matheus Penido, diretor-executivo da Serveng.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, que representou oficialmente o governador, Tarcísio de Freitas, ressaltou que São Paulo está comprometido com a liderança do setor offshore no Brasil. “Esta é uma das alavancas para transformar a região”, afirmou.

Além do estudo citado, o memorando assinado entre a Petrobras e instituições públicas, cujo objetivo é criar um um ecossistema offshore no litoral, reforçando a cadeia produtiva do petróleo, energia gás e energia em todo o país. “Este documento legitima a forma como a Petrobras enxerga o potencial de São Paulo”, disse Varela.

Para o gerente de projetos de Desenvolvimento e Produção da Petrobras, Dimitrios Magalhães, o acordo reforça a parceria com o setor privado. “Queremos convidar agentes de mercado a estudar oportunidades e colaborar com nosso plano de negócios. A intenção é melhorar a logística, a mão de obra e o financiamento”, pontuou.

Presença estratégica no setor

A relevância paulista foi reforçada por painelistas. Lilian Melo Barreto, gerente-executiva do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), lembrou que 17 das 23 plataformas do pré-sal estão no estado. “São Paulo é chave para o fortalecimento do setor no Brasil”, declarou.

O diretor da Equinor, Paulo Van der Ven, completou, citando ações que vêm contribuindo para o crescimento do Estado no segmento: “Nosso primeiro grande projeto foi na Bacia de Campos, onde batemos recorde de produção e eficiência com Peregrino. Esse campo esteve intimamente ligado a São Paulo, com a cadeia de fornecedores. Com Bacalhau, na Bacia de Campos, isso tende a aumentar. Estamos felizes em poder ajudar a alavancar o potencial offshore de São Paulo, que é gigantesco.”.

Dados da Fiesp indicam que São Paulo é o segundo maior produtor nacional e concentra 51% do parque fabril, 57% dos postos de trabalho e 51% do faturamento do setor. “Trata-se de uma potência industrial, que fornece produtos, serviços e equipamentos de qualidade”, avaliou Rafael Tristão, head de logística da Equinor.

Para Thiago Camargo, diretor de Projetos e Inovação da agência InvestSP, os esforços já começam a gerar retorno. “O que tem sido investido, em impostos e royalties pagos, voltará em desenvolvimento para o setor”, garantiu.

O papel da Bacia de Santos

A Bacia de Santos, responsável por 75% da produção nacional de petróleo e gás, também foi citada como estratégica. “A porção sul da bacia, com distâncias superiores a 300 quilômetros, é um vetor importante para o desenvolvimento”, explicou Vaney Nascimento da Cunha, gerente-executivo de Logística de Exploração e Produção da Petrobras.

A vice-prefeita de Santos, Audrey Kleys, reforçou o papel regional do projeto: “As nove cidades da Baixada Santista sonham há muito tempo com a movimentação do setor de petróleo. Esse momento finalmente está chegando”.
Vale destacar que a primeira parte do evento contou com a presença do gerente-executivo da empresa PRIO, Lourenço Morucci.

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