Caso Ruy Ferraz: execução completa um ano e investigação segue com 8 presos

Ex-delegado-geral, conhecido por combater a facção criminosa, foi assassinado em Praia Grande (SP) em setembro de 2025

Beatriz Rodrigues
Beatriz Rodrigues
Graduanda de jornalismo na Universidade Católica de Santos, com interesse em jornalismo investigativo político e direitos humanos. Apaixonada por aprender e contar histórias, acredito que o repórter é o eterno aprendiz, como diria Caco Barcellos.“A bright young reporter with a point of view” - Entrevista com o Vampiro.
Caso Ruy Ferraz: execução completa um ano e investigação segue com 8 presos
Reprodução.

A morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, completou um ano na última terça-feira (15). Investigação segue com oito presos.

As investigações apontam que a busca por vingança do Primeiro Comando da Capital (PCC) motivou o assassinato do secretário de segurança de Praia Grande. Criminosos dispararam pelo menos 20 tiros contra Ruy em setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista, durante uma emboscada.

Segundo as investigações, os criminosos começaram o planejamento seis meses antes do crime, roubaram veículos, compraram armas e definiram os imóveis para bases de apoio.

Até a última atualização, o Ministério Público denunciou 12 pessoas. A Justiça determinou a soltura de cinco envolvidos, enquanto oito seguem presos.

Relembre o caso

Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado em Praia Grande, no litoral paulista.

Um ônibus atingiu o carro da vítima durante a fuga, o veículo capotou e, em seguida, os criminosos executaram a vítima. Segundo a polícia, os criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele e fugiram na sequência.

Os criminosos abandonaram os carros roubados após a execução e Atearam fogo em um dos veículos para apagar os vestígios da ação.

Investigação atual

Segundo informações divulgadas pela investigação, dos 12 denuncíados, apenas oito estão presos. Confira quem são:

  • Prisão em 21/09/25 – William Silva Marques, de 36 anos, proprietário do imóvel que teria sido utilizado pelos criminosos antes do crime em Praia Grande;
  • Prisão em 03/10/25 – Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, apontado como disciplina do PCC;
  • Prisão em 17/10/25 – Cristiano Alves da Silva, conhecido como “Cris Brown”, é preso suspeito do envolvimento no planejamento e execução do crime;
  • Prisão em 24/10/25 – Paulo Henrique Caetano De Sales, proprietário da segunda casa utilizada pelos criminosos durante a elaboração do plano;
  • Prisão em 03/11/25 – Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como “Penélope”, ele foi capturado com uma pistola calibre 380;
  • Prisão em 13/01/26 – Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho;
  • Prisão em 13/01/26 – Fernando Alberto Teixeira, vulgo Azul ou Careca;
  • Prisão em 13/01/26 – Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC.

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