Uma investigação realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), por meio da DEIC de Santos, resultou na apreensão de cerca de 100 kg de cocaína, que estavam escondidos em uma residência utilizada como base clandestina de armazenamento de drogas. O caso ocorreu na tarde de sábado (15), em Guarujá, litoral de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, antes mesmo da descoberta dos tijolos da droga, as autoridades já analisavam discretamente informações sobre uma movimentação incomum de grandes volumes entre imóveis, utilizados com a finalidade de ocultar temporariamente os entorpecentes. Os levantamentos apontavam uma possível mudança estratégica na logística criminosa, transferindo os carregamentos para moradias, à primeira vista, comuns. Contudo, esse método consistia em uma tentativa de dificultar a identificação das cargas ilícitas pelas forças de segurança.
Ainda de acordo com o órgão, a partir do cenário mencionado, as equipes passaram a utilizar técnicas avançadas de inteligência policial, incluindo o cruzamento e validação de informações, levantamentos estratégicos de campo, além do monitoramento especializado e análise de padrões comportamentais. A aplicação tinha como objetivo identificar imóveis utilizados como depósitos clandestinos de drogas, conhecidos no meio criminoso como “casas-bomba”. Devido ao trabalho, foi possível localizar a carga milionária antes que o objeto chegasse ao seu destino.
Durante o processo, os agentes da Polícia Civil chegaram ao imóvel localizado na Rua Eduardo Risk, bairro Cidade Atlântica. A residência aparentava ser uma casa de veraneio; todavia, registrava movimentação noturna de veículos utilitários e permanecia desocupada na maior parte do tempo. Essas características, consideradas incompatíveis com o uso residencial comum, reforçaram as suspeitas dos investigadores.
Ao entrarem na habitação, as autoridades localizaram cinco grandes fardos contendo 100 tijolos de substâncias com traços similares à cocaína, totalizando aproximadamente 100 quilos da droga. Além dos entorpecentes, foram encontrados três rastreadores escondidos no interior das embalagens de preservação das drogas. Os equipamentos estavam escondidos junto à carga e também foram apreendidos à análise.
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