Polícia Civil deflagra operação para investigar grupo do PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão em Praia Grande e Guarujá

O grupo é suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas, além de exercer influência sobre atividades econômicas da região

Maria Clara Pasqualeto
Maria Clara Pasqualeto
Estudante de Jornalismo pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e poliglota, com experiência em assessoria de imprensa, redação e telejornalismo. Apaixonada por escrever, contar histórias, viagens e pela cultura japonesa
Reprodução

A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (3) a deflagração de uma operação a fim de investigar e desarticular um núcleo com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a ação é denominada “Operação Helmintos”, e o grupo em questão é suspeito de lavar recursos provenientes do tráfico de drogas, bem como apresentar influência sobre atividades político-econômicas em Praia Grande, na Baixada Santista.

Ainda de acordo com o órgão, a investigação é conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6). As diligências são realizadas em imóveis residenciais e comerciais, além de empresas e um setor da administração municipal localizados em duas cidades da região, Praia Grande e Guarujá. Do mesmo modo, as atividades englobam outras cidades do Estado, como Santo André, no ABC Paulista, e Santana de Parnaíba, na Zona Oeste da Região Metropolitana de São Paulo.

Conforme as investigações, a equipe seria formada por figuras de liderança da organização criminosa, incluindo operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas utilizadas como “testas de ferro”, consistindo em indivíduos que atuam em nome de outro para ocultar a identidade. Devido à estrutura, a movimentação englobaria valores próximos a R$ 1 bilhão, especialmente por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.

A SSP também informou que a operação identificou quatro frentes de atuação da organização, sendo elas:

– Lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários;
– Controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande;
– Suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal;
– Financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.

Considerando os elementos mencionados, o órgão menciona a possibilidade de uma tentativa de ampliação da influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal.

Durante a investigação, a Polícia Civil também solicitou à Justiça a prisão temporária de quatro suspeitos, os quais foram apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema. Outros fatores da solicitação englobam a expedição de mandados de busca e apreensão, o bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

Deste modo, as buscas apresentam a finalidade de apreender itens como documentos, contratos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, armas, entre outros objetos com potencial de contribuição ao aprofundamento das apurações sobre os crimes da sociedade criminosa. Atualmente, as investigações prosseguem sob sigilo para identificar outros envolvidos, esclarecendo toda a extensão patrimonial, econômica e política do esquema.

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