A Polícia Militar desarticulou uma central clandestina especializada em golpes financeiros no município de Guarujá, no litoral de São Paulo. A operação resultou na prisão de quatro suspeitos, com idades entre 25 e 34 anos, além da apreensão de dezenas de aparelhos celulares, computadores e materiais utilizados para a aplicação de fraudes eletrônicas.
As investigações apontaram que o grupo atuava simulando atendimentos de instituições bancárias e grandes empresas do varejo, utilizando ligações telefônicas e aplicativos de mensagens para convencer vítimas a fornecer dados pessoais, realizar transferências bancárias e efetuar pagamentos indevidos.
Investigação levou à descoberta da central de golpes
Após semanas de monitoramento e levantamento de informações, equipes policiais identificaram um imóvel utilizado exclusivamente para a prática criminosa no centro de Guarujá. Durante a ação, os agentes encontraram os suspeitos em plena atividade operacional.
Além disso, foram apreendidos 27 aparelhos celulares, cinco notebooks, listas contendo dados de potenciais vítimas e veículos supostamente utilizados pela organização criminosa. Um dos computadores encontrados estava conectado a sistemas de discagem automática e apresentava registros de contatos realizados.
Como funcionava o esquema criminoso
De acordo com as apurações, os suspeitos se apresentavam como representantes de bancos e grandes lojas virtuais para criar situações falsas de emergência financeira. Dessa forma, induziam as vítimas a compartilhar informações sigilosas ou realizar pagamentos sob a justificativa de evitar fraudes inexistentes.
Em alguns casos, os criminosos alegavam compras não reconhecidas ou movimentações suspeitas em contas bancárias. Enquanto mantinham a vítima sob pressão psicológica, orientavam transferências para contas controladas por terceiros, conhecidos popularmente como “laranjas”.
Suspeitos confessaram participação no esquema
Durante os procedimentos policiais, os quatro investigados admitiram participação na estrutura criminosa e relataram que haviam alugado o imóvel especificamente para instalar a central clandestina de golpes.
Posteriormente, todos foram conduzidos para a delegacia responsável, onde permaneceram à disposição da Justiça. O grupo deverá responder por crimes relacionados à organização criminosa e fraudes eletrônicas.
Golpes eletrônicos preocupam autoridades
O crescimento das fraudes praticadas por falsas centrais de atendimento tem mobilizado forças de segurança em diversas regiões do país. Esse modelo criminoso utiliza tecnologia, engenharia social e vazamento de dados para aumentar a credibilidade das abordagens.
Nesse sentido, especialistas recomendam que consumidores nunca forneçam senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone ou aplicativos de mensagens. Além disso, qualquer suspeita deve ser confirmada diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras.
Por fim, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e verificar a extensão dos prejuízos causados às vítimas.
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