A primavera começou oficialmente no Brasil na última terça-feira (22), às 21h05, e ficou marcada pela atuação de um El Niño forte e por um cenário de chuva bastante desigual entre as regiões do país.
Durante coletiva de imprensa realizada pela Nottus nesta quinta-feira (17), o CEO da empresa e meteorologista Alexandre Nascimento destacou que o fenômeno já apresenta anomalia superior a 2°C no Pacífico equatorial e pode ganhar ainda mais intensidade entre o fim de 2026 e o início de 2027. A expectativa é de que o El Niño permaneça atuante durante a primavera e o verão, podendo chegar ao primeiro trimestre de 2027 ainda na categoria muito forte.
Apesar da intensidade do fenômeno, Nascimento ressalta que não é possível determinar o comportamento do clima brasileiro apenas a partir do El Niño. Outros fatores, como as temperaturas dos oceanos Atlântico e Pacífico e diferentes padrões de circulação atmosférica, também interferem na distribuição das chuvas.
Segundo a previsão apresentada pela Nottus, a primavera deve manter um padrão de precipitações mais frequentes e volumosas entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Em outubro, as chuvas mais intensas devem se concentrar principalmente no Sul, em São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas também podem atingir, em alguns períodos, áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso.
Para novembro, a tendência é de manutenção desse corredor de chuvas, com aumento dos volumes em algumas áreas. Em dezembro, o padrão deve continuar, com precipitações acima da média no Sul e avanço das chuvas para outras áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
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