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Ingridy Porto
Ingridy Porto
Graduanda em Jornalismo pela PUC Campinas, atuo na área de produção do jornal Balanço Geral na Record Campinas e sou editora no site de notícias THMAIS Campinas. Nas horas vagas, qualquer lugar no meio da natureza é bem vindo.

Campinas realiza o primeiro multirão contra a dengue na região do Padre Anchieta

Foto: Rogério Capela

Servidores de diversos órgãos da Prefeitura de Campinas foram mobilizados para atuar no 1º Mutirão para Prevenção e Combate à Dengue de 2025 neste sábado, 25 de janeiro. Agentes de saúde e trabalhadores da empresa Impacto Controle de Pragas visitaram imóveis para orientar os moradores e eliminar criadouros nos bairros Vila Padre Anchieta, Jardim Nova Aparecida, Vila Renascença, Parque Maria Helena e Vila Penteado.

As ações contaram com o auxílio de um drone para localizar criadouros em piscinas e caixas d’água em imóveis identificados como desocupados ou em abandono. Desde a última terça-feira (21/01) as equipes da Secretaria de Serviços Públicos já removeram 468 toneladas de resíduos em diversos pontos da região. Também estiveram no mutirão os vereadores Zé Carlos (PSB) e Eduardo Magoga (Podemos).

No início da manhã, durante a reunião de preparação dos trabalhos no Centro de Educação Infantil Professor Jorge Leme, o prefeito de Campinas, Dário Saadi, reforçou que o combate à dengue é uma luta contínua “o combate à dengue não tem data para terminar. Estamos continuamente trabalhando no convencimento da população para cuidar das suas casas uma vez por semana. É uma situação para ser enfrentada todos os dias a todo momento”, alertou o prefeito.

O diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, explicou que o aumento da temperatura é um agravante no combate às arboviroses “tivemos dez alertas de temperatura elevada só no mês de janeiro. É um fenômeno muito importante e que junto com a chuva traz mais desafios no combate à dengue. Nossa expectativa é que esse trabalho conjunto reduza consequências mais graves”, afirmou.

Uma das preocupações neste ano é a volta do sorotipo 3. De acordo com a assessora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Priscilla Pegoraro, “são duas questões que preocupam sobre o sorotipo 3: faz mais de quinze anos que esse vírus não circula em Campinas e quadros de maior gravidade entre as pessoas que já contraíram a doença e vierem a pegar novamente”, explica a assessora.

Vizinho da escola onde foi a concentração dos trabalhos do mutirão, o publicitário Jeferson Rodrigues estava com os vasos de plantas da garagem em perfeito estado. “Os cuidados são tão simples, não tem segredo. Temos costume de não deixar água empoçada e tomamos cuidado o tempo todo”, disse o morador da Vila Padre Anchieta.

O mutirão de combate à dengue é uma ação multissetorial que tem o apoio das secretarias de Serviços Públicos; Habitação; Educação; Assistência Social; e de Trabalho e Renda; Guarda Municipal, Defesa Civil, Sanasa e Emdec.

Números

Até o dia 20 de janeiro, a Secretaria de Saúde registrou 120 casos de dengue, sem mortes.

Ações realizadas desde 2024 até o dia 20 de janeiro deste ano:

  • Controle de criadouros: 1.707.884 visitas a imóveis;
  • Nebulização: cobertura de 286.993 imóveis;
  • Mutirões: 21, com visitas a 95,1 mil imóveis em aproximadamente 140 bairros;
  • Mais de 250 escolas trabalharam o tema, com 63 mil crianças e famílias impactadas;
  • 98,5 mil toneladas de resíduos retirados em ações;
  • 250 servidores brigadistas;
  • 300 servidores capacitados;
  • 15 ações de fiscalização integrada;
  • chatbot dengue (até 06/01/25): 49.078 pacientes foram acompanhados e 16.428 reencaminhados aos serviços de saúde para novas orientações;
  • 36 lideranças de bairros capacitadas;
  • 41 capacitações em manejo do paciente suspeito de dengue para equipes de enfermagem e médica;
  • 77 capacitações para agentes comunitários de saúde;
  • 35 reuniões e visitas técnicas em serviços de saúde;
  • 153 ações de educação em saúde para profissionais e serviços de saúde no período entre 1º de janeiro e 20 de dezembro de 2024.

Estratégias de enfrentamento à dengue:

  • Capacitação de lideranças de bairros;
  • uso de inteligência artificial para aumentar a cobertura vacinal e reduzir o percentual de imóveis sem acesso durante ações contra dengue;
  • Campanha educativa em canais de comunicação;
  • Elevar ações do grupo de resposta unificada (GRU);
  • Reunião com as comunidades religiosas;
  • Parceria com a CPFL para identificar casas com criadouros e mensagens educativas em contas;
  • Aviso em locais em que equipes não conseguem entrar.

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