As mulheres já representam 33,8% das pessoas à frente de negócios no Brasil. São 10,4 milhões, o maior número da série histórica e um crescimento de 27% em dez anos, segundo dados recentes do Sebrae.
É um número expressivo e considera quem está começando, quem trabalha sozinha, quem ainda está na informalidade e também quem está há anos construindo uma empresa, formando equipes, contratando fornecedores e atendendo organizações maiores.
Por muito tempo, boa parte da conversa sobre mulheres e negócios esteve concentrada justamente no começo: tirar uma ideia do papel, conquistar os primeiros clientes, formalizar uma atividade e gerar a própria renda. São questões que continuam relevantes, só que já não dão conta de representar um grupo tão amplo.
Para quem atravessou essa primeira fase, os desafios mudam. Entram na agenda margem, gestão, contratação, processos, tecnologia, acesso a novos mercados e clientes maiores… o desafio passa a ser não apenas manter uma atividade funcionando, mas criar condições para que ela avance.
E existe uma mudança importante quando isso acontece, uma empresa que cresce passa a movimentar muito mais do que a renda de quem a criou. Contrata pessoas, escolhe fornecedores, compra serviços, estabelece parcerias e gera oportunidades ao redor.
Talvez o próximo retrato das mulheres nos negócios precise olhar também para esse movimento. Além de saber quantas são, entender em quais estágios estão, quantas estão crescendo, contratando, ampliando mercado e entrando em cadeias maiores de negócios.
Os 10,4 milhões mostram uma presença feminina relevante na economia brasileira. Agora temos espaço para tornar essa conversa tão diversa e madura quanto as empresas que existem dentro desse número.




