Velocidade e falta de habilitação já causaram dez mortes em 2026

Entre 26 óbitos em vias urbanas, 16 foram analisados e 10 foram causados por estes fatores de risco

Samuel Silva
Samuel Silva
Jornalista em formação, apaixonado por esportes e audiovisual. Redator no Portal TH, Tudo Sobre Paulista e Coordenador de Mídias na Taça das Favelas Campinas!@silvasamuuel nas redes sociais!
Crédito: Divulgação Emdec

A velocidade inadequada ou excessiva e a falta de habilitação já causaram 10 mortes no trânsito em 2026 e lideram as causas dos sinistros fatais registrados até julho. Entre os 26 óbitos em vias urbanas, 16 casos foram analisados, cinco envolveram a velocidade e outros cinco a falta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os dados são do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado mensalmente pela Emdec. As análises de fatores de risco são realizadas pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito, do qual a Emdec faz parte.

Confira o ranking de fatores de risco identificados pelas análises:

  • Velocidade: 5 casos (31%).
  • Falta de habilitação: 5 casos (31%).
  • Álcool na direção: 3 casos (19%).
  • Falta de capacete: 2 casos (13%).-
  • Evitabilidade / Violência urbana: 2 casos cada (13%).
  • Transitar em local proibido / Direção perigosa / Linha de cerol / Comportamento de pedestre: 1 caso cada (6%).

Pode haver mais de um fator de risco identificado em um único sinistro. Em 2025, a velocidade também foi a principal causa das mortes em vias urbanas. Foram 32 sinistros fatais – quase 44% dos 73 casos analisados. No ranking do ano passado, a falta de habilitação aparece como o quinto fator de risco que mais causou os sinistros fatais: foram dez casos (quase 14%).

Mais de 284 mil infrações por excesso de velocidade e falta de CNH em 2026

A velocidade também é a conduta de risco mais comum no trânsito campineiro – com 55% do total registrado até julho. Foram 283,3 mil infrações por excesso de velocidade no período. O sinal de alerta é ainda maior quando o condutor excede a velocidade acima dos 50% permitidos, assumindo o risco de se envolver em sinistros de maior severidade. Foram 5,2 mil infrações deste tipo no período.

O excesso de velocidade é identificado pelos equipamentos de fiscalização eletrônica (radares). Atualmente, são 148 pontos de radares ativos em Campinas. Neste ano, dois novos pontos receberam os equipamentos que integram a estratégia para redução dos óbitos no trânsito: em agosto, dois radares entraram em operação na avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Terminal BRT Satélite Íris; e outros dois na avenida Ruy Rodriguez, próximo à rua Plácido Soave e ao Terminal Ouro Verde.

Já a falta de habilitação, entregar veículo ou permitir que uma pessoa sem habilitação conduza o veículo, infração identificada pelo agente da mobilidade urbana ou nas blitze integradas, somaram quase 700 infrações neste ano.

Mortes em vias urbanas caíram 35%

Pelo sétimo mês consecutivo, Campinas alcançou redução em todos os índices de mortes no trânsito. Nas vias urbanas, foram 14 vidas salvas: 26 óbitos foram registrados até julho deste ano, o que representa uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado (40). Entre os pedestres, os óbitos caíram 46% nas vias urbanas e entre os motociclistas 14%.

Leia mais:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS