Serviço de teleatendimento infantil registra 1.225 casos na Rede Mário Gatti

Segundo dados da Prefeitura de Campinas, entre os principais sintomas atendidos estão quadros respiratórias

Firmino Píton/Prefeitura de Campinas

O teleatendimento infantil por WhatsApp na Rede Mário Gatti completou um mês em junho. 

Segundo as informações da Prefeitura de Campinas foram registrados 686 casos resolvidos sem que o paciente precisasse ir até uma unidade de saúde. No total, foram 1.225 atendimentos.

O serviço está em período de testes e é prestado pela empresa Kangoo Saúde no âmbito do Sandbox Regulatório, um ambiente de testes controlados para soluções digitais inovadoras que possam trazer benefícios à sociedade e à Administração Pública.

De acordo com os dados divulgados, 56% dos casos foram concluídos na comunicação remota, outros 30% resultaram em encaminhamento para Unidades de Pronto Atendimento (UPA), enquanto 5% foram direcionados para consulta. As desistências corresponderam a 9% dos registros.

Em relação aos sintomas registrados, houve predominância de quadros respiratórios. Os sintomas mais frequentes foram:

  • Tosse – 418 registros (18,5% do total)
  • Febre – 280 registros (12,4%)
  • Espirro/congestão nasal – 269 registros (11,9%)

Também foram identificados registros relacionados a sintomas de garganta (133), cefaleia (81), dificuldade respiratória/dispneia (75), diarreia (74) e vômito (73). 

Os dados mostram ainda a presença de sintomas diversos em menor frequência, incluindo manifestações gastrointestinais, dores musculares, alterações dermatológicas e sintomas inespecíficos.

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O total de sintomas registrados foi superior ao número de atendimentos realizados, indicando ocorrência simultânea de múltiplos sintomas em parte dos pacientes atendidos.

“O atendimento infantil virtual tem se apresentado como uma estratégia com potencial para ampliar o acesso assistencial e otimizar o fluxo de atendimento pediátrico. À iniciativa possibilitou a avaliação remota de casos de menor complexidade, podendo contribuir para a redução da demanda espontânea nas unidades e para o melhor direcionamento dos atendimentos presenciais aos casos de maior gravidade”, avaliou Carolina de Mendonça Carvalho, enfermeira gestora assistencial da Unidade Pediátrica Mário Gattinho.

A análise das faixas etárias demonstra maior concentração de atendimentos em crianças mais jovens, especialmente entre 0 e 2 anos de idade. 

  • Menos de 1 ano – 159 atendimentos
  • 1 ano – 143 atendimentos
  • 2 anos – 121 atendimentos

A partir dos 3 anos, foi observado uma redução gradual no volume de atendimentos, mantendo frequência moderada até a adolescência e baixa incidência nas faixas etárias entre 16 e 18 anos.

Na distribuição por sexo, os pacientes do sexo masculino representaram 60,1% dos atendimentos, enquanto os do sexo feminino corresponderam a 39,9%.

Segundo a médica Ana Helena Martins, gestora da UPA São José, o teleatendimento infantil também gera benefícios como a triagem de pacientes que precisam de assistência presencial. “O paciente e o familiar vêm orientados. Vêm menos ansiosos, menos preocupados, o que já ajuda bastante. Já sabem que não há uma gravidade intensa, já sabem que podem esperar, que vão ser atendidos e que será adotada a conduta certa”, explicou.

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