Super-mãe: Ketelyn virou dona de bazar e vendedora de cachorro-quente para pagar exame e descobrir qual a doença rara da filha caçula

Para levantar recursos, Ketelyn abriu um bazar e uma banca de cachorro-quente. A luta diária é para que Maitê tenha a chance de receber o cuidado que precisa

Samuel Silva
Samuel Silva
Jornalista em formação, apaixonado por esportes e audiovisual. Redator no Portal TH, Tudo Sobre Paulista e Coordenador de Mídias na Taça das Favelas Campinas!@silvasamuuel nas redes sociais!

Após o marido perder o emprego, Ketelyn, mãe da Maitê, de três anos, se mobilizou para cuidar da filha caçula, que foi diagnosticada com uma doença rara. A mãe virou dona de bazar e vendedora de cachorro-quente em Americana para levantar recursos e realizar exames necessários para o tratamento da pequena Maitê.

A filha foi diagnosticada com Mucopolissacaridose, uma doença rara que não tem cura. Existem nove tipos dessa doença, e para que Maitê seja diagnosticada com precisão, a pequena precisa passar por exames que custam entre R$700 e R$1000 cada.

Para levantar recursos, Ketelyn abriu um bazar e uma banca de cachorro-quente. A luta diária é para que Maitê tenha a chance de receber o cuidado que precisa.

Sobre a família

Ketelyn é mãe da Maitê, de três anos, e de outras duas crianças. A mulher mora em Americana com o marido e os filhos.

“Ela nasceu normal, porém, depois de 6 meses, a gente foi descobrindo a macrocefalia e epilepsia. Ela é autista também, e recentemente, há três semanas atrás, o médico diagnosticou ela com a síndrome MPS.”, disse a mãe.

Sobre a doença

A luta da família é contra a Mucopolissacaridose (MPS). Uma doença genética rara, que não tem cura, em que o organismo não consegue decompor algumas substâncias. Elas se acumulam nas células e podem afetar diferentes órgãos e funções do corpo.

“É uma doença que dentro dela tem nove tipos, e a gente precisa fazer o exame específico que se for de um a quatro, tem o tratamento. Não tem cura, mas tem o tratamento. Agora, se for do cinco em diante, não tem tratamento.”, afirmou Ketelyn.

Criação do bazar e do carrinho de cachorro-quente

Após o marido perder o emprego, a mulher teve a ideia de criar o bazar e vender cachorro-quente para conseguir pagar os custos relacionados à doença da filha caçula.

Para conseguir levantar os recursos, a mulher contou com a ajuda de conhecidos na doação das roupas para o bazar e do carrinho, utilizado para montar os cachorros-quentes vendidos.

“Já pensei várias vezes em desistir, mas se eu desistir meus filhos não serão ninguém na vida. Então, por eles, eu to aqui firme e forte.”, disse a mãe.

A família continua buscando os recursos para realizar o exame. Um tratamento ajudaria na redução da manifestação das doenças e melhoraria a qualidade de vida da pequena Maitê.

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