Carro de professor é destruído em protesto após denuncias de assédios em escola de Campinas

Alunos, pais e moradores da região se juntaram e protestaram em frente a escola, gritando: "Não é professor, é assediador."

Samuel Silva
Samuel Silva
Jornalista em formação, apaixonado por esportes e audiovisual. Redator no Portal TH, Tudo Sobre Paulista e Coordenador de Mídias na Taça das Favelas Campinas!@silvasamuuel nas redes sociais!

Segundo alunos da escola estadual e familiares, relatos de assédio do professor são frequentes. O alvo do homem, na maioria das vezes, eram crianças de 12 anos. Em um dos casos, a mãe de uma vítima revela que o professor convidou a filha dela para ir até uma área da escola que não contém câmeras de segurança.

Após este caso, alunos, pais e moradores da bairro Techno Park se juntaram e protestaram em frente a escola, gritando: “Não é professor, é assediador.” O carro do docente foi apedrejado e destruído durante a ação nesta segunda-feira (31).

Um boletim de ocorrência foi registrado e o professor foi afastado da instituição.

Denúncia

Alunos, pais e moradores da escola estadual de Campinas se mobilizaram para denunciar um professor da instituição. Segundo os relatos, o docente tinha um histórico de assédios com alunos da escola. As vítimas, na maioria das vezes, seriam crianças de até 12 anos.

No caso que seria o causador da revolta, o professor teria chamado uma aluna, durante um evento da escola, para ir até uma área do instituto onde não tem câmeras de segurança. A vítima pediu ajuda para outros alunos no momento, que chegaram até o local.

A informação se espalhou e alunos do período noturno ficaram revoltados ao saberem que o professor estaria na escola nesta segunda-feira (31). Um protesto foi feito em frente a escola, gritando: “Não é professor, é assediador.”

O carro do docente foi completamente apedrejado e destruído durante o ato.

Relatos das vítimas e testemunhas

“Quando eu estudava, ele já trabalhava nessa escola, só que no período da manhã. Eu era do período da noite, do ensino médio. Já tinham chegado notícias pra gente do turno da noite que ele estava fazendo atrocidades e brincadeiras perversas com as crianças da manhã.”, disse um ex-aluno da escola.

“Ele já fez graça comigo e com a minha irmã já uma vez. Ele ficava fazendo uma brincadeira, meio que encenou como se ele fosse pegar na parte íntima dele e tudo mais. A gente ficou sem reação, porque foi do nada. E aí a gente meio que cortou.”, informou uma vítima.

“Vem desde o ano passado esse tipo de reclamação sobre as ações que estavam acontecendo. A menina tem 12 anos. Ela contou, alguns coleguinhas da escola já sabiam, ela acabou contando e aí chegaram pro diretor pra falar. Ele disse que chamou os pais pra conversar, fez boletim interno, que era pra mandar pra delegacia de ensino, e aconselhou os pais também a fazer o boletim de ocorrência. Só que eu acho que assim, uma coisa que já não vem de agora, né? Eles já deveriam ter tomado outras medidas.”, disse uma funcionária da instituição.

Após o caso, o professor foi afastado da instituição que, junto com algumas vítimas, registraram um boletim de ocorrência contra o homem.

Leia mais:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS