A prisão de Rafael, caseiro da chácara onde Maria das Graças trabalhava, mudou completamente os rumos da investigação que mobilizou familiares e policiais por mais de dois meses.
A mulher, de 64 anos, estava desaparecida desde 14 de abril. Nesta terça-feira (23), Rafael confessou ter matado Maria das Graças e indicou aos investigadores o local onde havia escondido o corpo, encontrado em uma área de mata na cidade de Itupeva.
Com a confissão, parte do mistério foi esclarecida. No entanto, ainda existem perguntas que dependem da conclusão da investigação.
O que já se sabe
Maria das Graças estava desaparecida há mais de dois meses
A diarista desapareceu após trabalhar em uma chácara em Cabreúva. Desde então, familiares realizaram buscas e cobravam respostas sobre o paradeiro da mulher.
O caseiro foi preso e confessou o crime
Rafael, que trabalhava na propriedade e chegou a registrar o boletim de ocorrência do desaparecimento, foi preso pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí. Durante o interrogatório, ele confessou ter matado Maria das Graças.
O corpo foi localizado em Itupeva
Após a confissão, os policiais seguiram até uma área de mata próxima a um rio, em Itupeva, onde encontraram o corpo da vítima em avançado estado de decomposição.
A principal hipótese é de uma discussão relacionada ao trabalho
Segundo informações obtidas pela Polícia Civil durante o depoimento, Rafael afirmou que uma discussão envolvendo questões de trabalho teria motivado o crime.
O suspeito também deve responder por ocultação de cadáver
Além da acusação de homicídio, Rafael poderá responder pelo crime de ocultação de cadáver por ter escondido o corpo após a morte da vítima.
O que ainda falta saber
Qual foi a causa exata da morte
A Polícia Civil informou que já possui informações sobre a dinâmica do crime, mas aguarda a conclusão dos exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) para confirmar oficialmente a causa da morte.
Se houve participação de outras pessoas
Rafael afirmou que agiu sozinho. No entanto, a Polícia Civil continua analisando provas e depoimentos para confirmar se não houve participação de terceiros.
Quando exatamente o crime aconteceu
A investigação trabalha para reconstruir toda a cronologia dos fatos, desde o desaparecimento de Maria das Graças até o momento em que o corpo foi levado para a área de mata em Itupeva.
Como o corpo foi transportado
Os investigadores também buscam esclarecer detalhes sobre a forma utilizada para retirar o corpo da chácara e levá-lo até o local onde foi encontrado.
Investigação continua
Embora a prisão e a confissão tenham encerrado a principal dúvida sobre o desaparecimento de Maria das Graças, a Polícia Civil afirma que o inquérito continua em andamento. Os próximos passos dependem da conclusão dos laudos periciais e da análise das demais provas reunidas ao longo da investigação.
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