Uma operação da polícia em Piracicaba desmontou o braço financeiro de uma poderosa organização criminosa que lucrava com jogos de azar há décadas no interior de São Paulo e Minas Gerais. A ação, batizada de “Quebrando a Banca”, mirava o grupo conhecido como “Pavão de Ouro”.
Leia também:
- VÍDEO: Restaurante em Campinas é alvo de furto pela sexta vez em seis meses
- Jovens que morreram em queda de moto em córrego são velados hoje
- Homem é preso por manter pássaros silvestres e falsificar anilhas de identificação
O esquema movimentou a quantia de R$ 97,3 milhões. Esse valor inclui movimentações bancárias atípicas, o capital social de empresas de fachada, imóveis e uma frota de veículos de luxo avaliada em R$ 18 milhões.
Só o líder da organização movimentou sozinho mais de R$ 25 milhões em apenas seis meses de 2024, segundo as investigações.
Para lavar o dinheiro da jogatina e dar a ele uma aparência de legalidade, a quadrilha usava métodos sofisticados. Eles espalhavam o dinheiro por centenas de transferências via PIX e depósitos bancários feitos em pequenas quantias, uma técnica conhecida como “smurfing”, para fugir do rastreio das autoridades.
Além disso, compravam imóveis com dinheiro vivo e usavam empresas de fachada para “esquentar” o lucro do crime. Uma dessas empresas, a “S. Apostas LTDA”, tinha um capital social declarado de R$ 36 milhões.
Os mandados de busca e apreensão da operação foram cumpridos em quatro cidades: São Paulo (capital), Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Santa Rosa do Viterbo. A polícia apreendeu dinheiro em espécie e documentos durante as ações. O caso continua sob investigação.







