As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis iniciaram, na manhã desta quarta-feira (17), novas ações para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto, local onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança durante um salto de rope jump.
Leia também:
- VÍDEO: Idoso é assaltado por criminoso armado na porta de casa em Campinas
- Após jovem ser lançada sem corda, governo diz estudar demolir ponte em Limeira
- Adutora se rompe e provoca grande vazamento de água em avenida de Indaiatuba
Em Limeira, os trabalhos começaram por volta das 6h30 e incluem o fechamento de acessos irregulares à ponte. Já em Cordeirópolis, a administração municipal realiza o reforço do bloqueio com a abertura de valas para dificultar a entrada de pessoas na área.
Segundo a Prefeitura de Limeira, a intervenção ocorre após o Governo Federal reconhecer a responsabilidade sobre o local e solicitar apoio operacional do município para ampliar a segurança até que medidas permanentes sejam implantadas.
De acordo com a administração municipal, obras estruturais definitivas, como a construção de muros de contenção e outras formas de fechamento da área, continuam sob responsabilidade do Governo Federal e ainda não possuem prazo para execução.
A Ponte do Esqueleto está desativada para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos, mas se tornou conhecida pela prática de esportes de aventura e por receber visitantes da região. O local também possui histórico de acidentes.
Enquanto as medidas de interdição avançam, a investigação sobre a morte de Maria Eduarda continua. Os três investigados permanecem presos e prestaram depoimento à Polícia Civil.
Segundo os relatos colhidos pelos investigadores, os envolvidos afirmaram não se recordar de quem realizou a última conferência dos equipamentos antes do salto. Um dos funcionários declarou que participava da checagem dos sistemas de segurança, mas disse não lembrar quem fez a verificação final antes da atividade.
Outro investigado afirmou que foi chamado apenas para auxiliar no arremesso da jovem e que não observou se ela estava devidamente conectada ao sistema de segurança.
A polícia também apura o paradeiro de equipamentos utilizados no dia da atividade, incluindo uma câmera citada nos depoimentos e que ainda não foi localizada.
Os investigados confirmaram que trocaram de roupa após o acidente, alegando que as peças estavam molhadas e sujas devido ao atendimento prestado à vítima. A versão, no entanto, é contestada por um policial militar que participou da ocorrência e também prestou depoimento.
As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da jovem e identificar eventuais responsabilidades criminais dos envolvidos.






