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Volta às aulas: Educação prepara ambiente acolhedor e lista dicas para adaptação dos estudantes

Secretaria em Campinas destaca medidas que facilitam a integração da comunidade e fortalecimento de vínculos socioemocionais. Escolas devem promover iniciativas lúdicas e culturais

Crianças durante atividades em área sensorial de escola municipal de Campinas (Foto: Rogério Capela/PMC)

A Secretaria de Educação de Campinas preparou uma lista com dicas para facilitar a adaptação das crianças e adolescentes na volta às aulas em 2026. A medida faz parte de uma série de ações com o objetivo de promover o acolhimento dos estudantes, a integração da comunidade e o fortalecimento dos vínculos socioemocionais na abertura do ano letivo.

As aulas para as turmas de educação infantil, ensino fundamental 1 e 2 e educação de jovens e adultos (EJA) começam em 6 de fevereiro nas 182 escolas sob gestão exclusiva da secretaria. Nesta data serão entregues os uniformes e kits de materiais escolares para garantir um ambiente organizado no desenvolvimento das atividades.

Além disso, há orientação para que as unidades de ensino realizem iniciativas lúdicas e culturais. O modelo de volta às aulas é igual nas outras 84 escolas em que há parceria da Educação com organizações da sociedade civil ou com atividades mantidas por instituições colaboradoras. Cada uma define o próprio calendário para abertura do ano letivo e todas devem cumprir 200 dias letivos conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Quais são os cuidados necessários

A secretária adjunta de Educação de Campinas, Juliana Spessotto de França, explicou que os pais ou responsáveis pelos alunos e alunas devem ter atenção com quatro tópicos:

Acolhimento e diálogo

O processo de adaptação para iniciar ou retomar os estudos deve ter início em casa. Com isso, a orientação é conversar sobre a nova rotina, incluindo abordagens sobre os professores, ambiente, colegas de sala, brinquedos e/ou brincadeiras. “A escuta ativa é necessária para fortalecer o vínculo familiar e ajuda a criança ou o adolescente a nomear emoções que, muitas vezes, não sabe expressar ou tem dificuldades. O acolhimento do medo, da timidez e da saudade, por exemplo, são importantes para encorajar”, disse Juliana.

Mudanças gradativas

Manter a rotina e evitar mudanças bruscas favorecem uma maior sensação de segurança. Com isso, os pais ou responsáveis pelos alunos e alunas podem, por exemplo, ir até a escola com antecedência para conhecer o percurso e tornar o local mais familiar.

“Quanto mais previsível for o cotidiano, maior será este conforto. É importante evitar grandes transformações na vida da criança, como tirar imediatamente a chupeta ou fraldas, e que a adaptação ao horário também seja realizada com antecedência”, disse a secretária adjunta.

Fortalecer vínculos com a escola e professores

O contato mais próximo com professores permite o acesso às informações importantes sobre saúde, preferências, alimentação, hábitos de sono e outros aspectos que influenciam na rotina. “A demonstração de confiança da família na equipe escolar permite que as crianças e adolescentes também criem vínculos com mais facilidade“, avaliou Juliana.

Combinados

Outro ponto que deve ser trabalhado, explicou a secretária adjunta, é a confiança entre as crianças e pais ou responsáveis quando há combinados como o acompanhamento até a escola ou permanência no local por determinado período. “É importante sempre dialogar com clareza, naturalidade, evitando descumprir o que foi acertado”, ressaltou.

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