Celebrado hoje, 25 de maio, o Dia da Indústria evidencia um dos setores mais vitais para o PIB brasileiro: o transporte rodoviário de cargas, responsável por 65% de toda a movimentação de mercadorias no país.
No entanto, muito além dos recordes de escoamento e da eficiência das frotas, o mercado vive uma virada histórica impulsionada pelas discussões jurídicas em torno da Lei do Motorista e da regulamentação da jornada de trabalho.
Nesse cenário de profunda reestruturação, a área de Recursos Humanos (RH) desponta como o elo estratégico capaz de transformar novos desafios legislativos em diferencial competitivo. A adequação às normas que exigem limites rigorosos para o tempo de direção e asseguram os descansos obrigatórios tem exigido das lideranças corporativas uma evolução rápida.
Longe de ser um obstáculo operacional, empresas com visão de futuro já compreenderam que o cuidado com a saúde física e mental do motorista é o principal ativo de sustentabilidade e eficiência para o setor logístico.
“O transporte rodoviário de cargas é o elo essencial da cadeia produtiva brasileira, e ele é feito por pessoas. Qualquer discussão sobre jornada de trabalho precisa balancear os impactos econômicos com o avanço social. Garantir a qualidade de vida e a segurança do motorista não é apenas um dever humanitário, é o que vai garantir a sustentabilidade e a eficiência da nossa indústria no futuro.”, destaca Arlan Rodrigues, presidente da Fetranslog/NE.
A visão do RH Estratégico
Esta visão de mercado acompanha a mudança de posicionamento que a área de Gestão de Pessoas tem assumido no ambiente corporativo geral. A necessidade de criar ecossistemas que compensem as pressões operacionais com a valorização do indivíduo passou a ditar o sucesso do negócio.
“A valorização do trabalhador vai além da geração de empregos. Ela passa pela criação de ambientes que promovam desenvolvimento, saúde mental, inclusão e perspectivas reais de crescimento. A Gestão de Pessoas mudou e agora tem um papel estratégico nas organizações, conectando pessoas, cultura, liderança e resultados.”, afirma Patrícia Queiroz, presidente da ABRH-PB.



