Os bancários da Paraíba vão se reunir em assembleia nesta segunda-feira (17) para definir os próximos passos da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Entre os pontos em pauta está a possibilidade de uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (20), diante do impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
No estasdo, 3.829 bancários integram a categoria e vão decidir se aderem à mobilização. A paralisação só se confirma com a aprovação dos trabalhadores nas assembleias.
Impasse nas negociações
A possibilidade de greve surge após a sétima rodada de negociações, realizada na última quinta-feira (13), em São Paulo. Na ocasião, a Fenaban não apresentou índice de reajuste salarial e propôs congelar o piso de ingresso para novos bancários, além de reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem definir os percentuais.
Os bancos também propuseram mudanças nos valores de vale-refeição e vale-alimentação, mas o aumento dos benefícios ficaria restrito a empregados das grandes capitais, sem contemplar trabalhadores do interior.
Reivindicações da categoria
O Sindicato dos Bancários da Paraíba considera as propostas insuficientes e defende aumento real dos salários, valorização dos pisos, melhorias nos tíquetes e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da criação de um piso salarial para a área de Tecnologia da Informação (TI).
Segundo dados apresentados na negociação, o setor bancário teve lucro de R$ 174 bilhões em 2025, resultado que, na avaliação dos trabalhadores, não condiz com as condições oferecidas pela Fenaban.
Próximos passos
A assembleia de segunda-feira será decisiva para definir se a categoria participa do dia nacional de mobilização previsto para 20 de agosto. Antes disso, uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcada para terça-feira (18). Até lá, a paralisação segue condicionada à decisão dos trabalhadores nas assembleias.

