Cagepa aciona Justiça para suspender cobrança de R$ 54,4 milhões feita pela Prefeitura de João Pessoa

A empresa também pede que seja afastada qualquer responsabilização pessoal do diretor-presidente da companhia, Marcus Vinícius.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução/Internet

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) ingressou na Justiça, nesta quinta-feira (23), com uma ação anulatória para tentar suspender a cobrança de aproximadamente R$ 54,45 milhões feita pela Prefeitura de João Pessoa. A empresa também pede que seja afastada qualquer responsabilização pessoal do diretor-presidente da companhia, Marcus Vinícius.

Segundo a Cagepa, a cobrança é ilegal e decorre da aplicação de juros e encargos considerados indevidos sobre valores relacionados ao acordo firmado entre a empresa e o Município.

Em dezembro de 2021, a Cagepa e a Prefeitura assinaram um Termo de Consolidação e Atualização dos Contratos de Concessão, que previa o repasse de R$ 180 milhões ao Fundo Municipal de Saneamento Básico.

Na ação, a companhia afirma que efetuou pagamentos de R$ 160 milhões entre os anos de 2023 e 2026 e que quitou os R$ 20 milhões restantes no último dia 22 de julho, cumprindo integralmente a obrigação prevista no acordo.

Apesar disso, a Prefeitura sustenta que ainda existe um débito devido à incidência de atualização monetária pela Unidade Fiscal de Referência do Município (UFIR/JP), além de multa por mora e juros de 1% ao mês, o que elevou o valor da dívida para R$ 96,7 milhões, conforme consta nos autos do processo.

Na petição apresentada à Justiça, a Cagepa argumenta que os encargos cobrados comprometem investimentos essenciais em abastecimento de água e esgotamento sanitário.

“Cada real desviado para encargos fiscais indevidos é subtraído dos investimentos de expansão do abastecimento e do esgotamento sanitário da própria população de João Pessoa”, afirmou a companhia na ação.

Já a Procuradoria-Geral do Município sustenta que adotou todas as medidas administrativas antes de recorrer à cobrança judicial.

“O Município de João Pessoa esgotou todas as vias amigáveis para o recebimento do crédito. A administração pública enviou sucessivas notificações para sanar o débito, sem obter a regularização integral”, argumentou a Prefeitura.

O processo tramita em caráter de urgência na 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa e aguarda análise do pedido judicial. A decisão poderá definir se a cobrança continuará válida enquanto o mérito da ação é julgado.

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