Homem que teve órgão genital decepado recebe alta do Hospital de Trauma de Campina Grande

Ele estava internado desde a noite de domingo (6), quando foi encontrado ferido em frente à própria residência, no bairro da Catingueira, em Campina Grande.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, Campina Grande - Foto: Reprodução

O homem de 33 anos encontrado amarrado e com o órgão genital decepado recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande na manhã desta terça-feira (8).

Ele estava internado desde a noite de domingo (6), quando foi encontrado ferido em frente à própria residência, no bairro da Catingueira, em Campina Grande.

Segundo a Polícia Civil, não havia prisão em flagrante nem mandado de prisão contra ele, razão pela qual o homem pôde deixar a unidade hospitalar.

Polícia apura dois casos separadamente

A Polícia Civil investiga duas ocorrências relacionadas ao episódio.

Uma apuração busca esclarecer a agressão sofrida pelo homem. A outra investiga uma denúncia de que ele teria cometido abuso sexual contra duas crianças, filhos da companheira.

As duas situações ainda estão sob investigação e, até o momento, não há conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal em nenhum dos casos.

Companheira é suspeita da agressão

A companheira do homem é apontada como suspeita de ter praticado a agressão.

Segundo o relato dado pela vítima à Polícia Militar, a mulher teria pedido para testar tipos de nós que estaria aprendendo em um curso de bombeiro civil e, em seguida, teria amarrado as mãos e os pés dele.

O homem foi encontrado com intenso sangramento.

De acordo com a PM, o órgão genital não foi localizado no local.

Até a última atualização, a mulher não havia sido encontrada pela polícia.

Crianças relataram supostos abusos

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, os dois filhos da mulher, de 8 e 10 anos, teriam relatado à mãe que o padrasto praticava abusos sexuais contra eles.

A delegada responsável pelo caso informou que a mãe tomou conhecimento dos relatos no sábado (5).

A suspeita é de que a agressão contra o homem tenha ocorrido depois dessas acusações, mas essa relação ainda deverá ser esclarecida formalmente pela investigação.

Pai das crianças registrou ocorrência

O pai das crianças registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (7).

Os menores estão sob os cuidados dele.

Por envolver crianças e suspeita de violência sexual, informações capazes de permitir a identificação das vítimas devem ser preservadas.

Investigações continuam

A Polícia Civil seguirá ouvindo envolvidos e testemunhas e reunindo elementos para esclarecer tanto a agressão contra o homem quanto a denúncia de estupro de vulnerável.

Até a última atualização, não havia informação sobre prisão relacionada a nenhum dos dois casos.

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