Energisa diz não ter sido intimada em ação do MPPB sobre irregularidades em postes, em João Pessoa

Concessionária afirma estar impedida de remover fios clandestinos e diz seguir normas da Aneel e Anatel

Foto: PMJP

Após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ingressar com uma ação civil pública contra a Energisa por supostas irregularidades na ocupação da rede de postes em João Pessoa, a concessionária de energia divulgou nota em que afirma ainda não ter sido formalmente intimada no processo.

No posicionamento, a empresa destaca que está impedida, por decisão liminar da Justiça Estadual e por recomendação do Ministério Público Federal (MPF), de realizar ações de regularização e retirada de fios clandestinos instalados em sua rede de postes.

No texto, a Energisa afirma ainda que segue as diretrizes da Resolução Conjunta nº 4/2014 da Aneel e da Anatel, que estabelece normas para o uso compartilhado de postes entre distribuidoras de energia e prestadoras de serviços de telecomunicações.

De acordo com a concessionária, cabe à própria Energisa a fiscalização da ocupação da rede, atividade que, conforme a empresa, vem sendo realizada de forma contínua. Nesse processo, são emitidas notificações às empresas de telecomunicações responsáveis pela instalação e manutenção de seus cabos e fiações.

Entenda o caso

Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra a Energisa por irregularidades na rede de postes de João Pessoa. O órgão pede indenização mínima de R$ 5 milhões por danos ambientais coletivos e cobra medidas para reorganização da infraestrutura aérea da Capital.

Segundo o Ministério Público, foram identificados fios soltos, cabos emaranhados, estruturas clandestinas e materiais em desuso em diferentes pontos da cidade, causando poluição visual e colocando a população em risco.

A ação foi protocolada pela promotora Cláudia Cabral e tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Confira a nota da Energisa na íntegra:

NOTA

A Energisa informa que ainda não foi intimada na ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Destaca que, por meio de liminar, está impedida pela Justiça Estadual e por recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de realizar ações de regularização dos fios e a remoção de clandestinos. Esclarece também que segue a resolução conjunta Nº 4/2014, da Aneel e da Anatel, na qual estão estabelecidas as regras para compartilhamento de postes de energia com as empresas de Telecom. Cabe à Energisa a fiscalização, que vem sendo realizada de forma permanente, notificando as empresas de telecomunicações, que são responsáveis pela manutenção de seus respectivos cabos/fios.

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