Unidades de saúde da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, registraram um aumento significativo no número de atendimentos relacionados à chamada “virose da mosca”. O crescimento foi observado até esta terça-feira (24), período marcado por maior incidência do inseto e de infecções associadas.
Na Unidade de Pronto Atendimento de Sousa, a média diária de atendimentos passou de cerca de 180 pacientes para entre 260 e 300. Já no Hospital Regional de Sousa, o aumento foi ainda mais expressivo, chegando a quase quatro vezes o volume habitual, saltando de 80 para aproximadamente 300 atendimentos por dia.
Entre os principais sintomas apresentados pelos pacientes estão diarreia, dor abdominal, vômito, náuseas e febre, com maior gravidade observada, principalmente, em idosos, devido ao risco de desidratação rápida.
De acordo com a direção da UPA, a unidade opera com alta ocupação, com leitos de enfermaria e isolamento lotados, além da área de atendimento já no limite da capacidade.
Especialistas explicam que o aumento dos casos está relacionado ao período sazonal, marcado por mudanças climáticas que favorecem a proliferação de doenças, incluindo infecções gastrointestinais, arboviroses e problemas respiratórios. A chamada “virose da mosca” ocorre quando o inseto atua como vetor de vírus e bactérias, contaminando alimentos e água.
A orientação das autoridades de saúde é reforçar medidas de higiene, como lavar bem as mãos e os alimentos, evitar o consumo de itens expostos e buscar atendimento médico em caso de persistência dos sintomas.
Pacientes atendidos nas unidades relataram quadros intensos de mal-estar, vômitos e diarreia, que impactaram a rotina e exigiram procura por assistência médica. A recomendação é de atenção redobrada, especialmente para crianças e idosos, considerados grupos mais vulneráveis.



