‘Virose da mosca’: UPA e Hospital Regional da PB registram aumento de casos

O crescimento foi observado até esta terça-feira (24), período marcado por maior incidência do inseto e de infecções associadas.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Unidades de saúde da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, registraram um aumento significativo no número de atendimentos relacionados à chamada “virose da mosca”. O crescimento foi observado até esta terça-feira (24), período marcado por maior incidência do inseto e de infecções associadas.

Na Unidade de Pronto Atendimento de Sousa, a média diária de atendimentos passou de cerca de 180 pacientes para entre 260 e 300. Já no Hospital Regional de Sousa, o aumento foi ainda mais expressivo, chegando a quase quatro vezes o volume habitual, saltando de 80 para aproximadamente 300 atendimentos por dia.

Entre os principais sintomas apresentados pelos pacientes estão diarreia, dor abdominal, vômito, náuseas e febre, com maior gravidade observada, principalmente, em idosos, devido ao risco de desidratação rápida.

De acordo com a direção da UPA, a unidade opera com alta ocupação, com leitos de enfermaria e isolamento lotados, além da área de atendimento já no limite da capacidade.

Especialistas explicam que o aumento dos casos está relacionado ao período sazonal, marcado por mudanças climáticas que favorecem a proliferação de doenças, incluindo infecções gastrointestinais, arboviroses e problemas respiratórios. A chamada “virose da mosca” ocorre quando o inseto atua como vetor de vírus e bactérias, contaminando alimentos e água.

A orientação das autoridades de saúde é reforçar medidas de higiene, como lavar bem as mãos e os alimentos, evitar o consumo de itens expostos e buscar atendimento médico em caso de persistência dos sintomas.

Pacientes atendidos nas unidades relataram quadros intensos de mal-estar, vômitos e diarreia, que impactaram a rotina e exigiram procura por assistência médica. A recomendação é de atenção redobrada, especialmente para crianças e idosos, considerados grupos mais vulneráveis.

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