Comitiva do CNJ encerra nesta sexta-feira programação na Paraíba após conhecer projetos pioneiros do TJPB em defesa das mulheres

A agenda integra a primeira rodada de inspeções promovida pela conselheira e desembargadora Jaceguara Dantas da Silva desde o início de sua gestão.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação/TJPB

A comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encerra nesta sexta-feira (3) a programação de visitas institucionais na Paraíba, após conhecer iniciativas desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) voltadas ao fortalecimento da proteção às mulheres, à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência doméstica. A agenda integra a primeira rodada de inspeções promovida pela conselheira e desembargadora Jaceguara Dantas da Silva desde o início de sua gestão.

Durante a visita, iniciada na quarta-feira (1º), foram apresentados projetos considerados inovadores pelo Judiciário paraibano, entre eles a Certidão de Informação Protetiva (CIP) e a futura Ouvidoria da Mulher – Voz que Liberta. As iniciativas receberam elogios da comitiva do CNJ e poderão passar a integrar o Banco Nacional de Boas Práticas do Conselho.

Segundo a conselheira Jaceguara Dantas da Silva, o trabalho desenvolvido pelo TJPB se destaca pelo uso da tecnologia e pela adoção de medidas concretas para ampliar a proteção às vítimas de violência. Ela afirmou que as experiências apresentadas têm potencial para servir de referência a outros tribunais brasileiros.

O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, destacou que a presença do CNJ representa uma oportunidade para apresentar projetos desenvolvidos na Paraíba que podem contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de Justiça em âmbito nacional. Já o corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, afirmou que a visita fortalece o alinhamento institucional e contribui para o aprimoramento das políticas de enfrentamento à violência de gênero.

Entre os principais destaques apresentados está a Certidão de Informação Protetiva (CIP), ferramenta inédita no país desenvolvida pelo próprio Tribunal de Justiça da Paraíba. O sistema permite que, no momento da distribuição de processos de família, sejam identificadas automaticamente eventuais medidas protetivas, inquéritos policiais ou ações penais relacionadas à violência doméstica envolvendo as partes.

De acordo com a coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJPB, juíza Graziela Queiroga, a integração dessas informações amplia a proteção às vítimas e fornece a magistrados, membros do Ministério Público e advogados acesso imediato a dados relevantes para a condução dos processos.

A programação também incluiu a apresentação da iniciativa Ouvidoria da Mulher – Voz que Liberta, projeto que pretende ampliar os canais de escuta para mulheres privadas de liberdade nos presídios femininos da Paraíba.

Para a presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, desembargadora Fátima Maranhão, a escolha da Paraíba para receber a primeira visita da atual gestão do CNJ reflete o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Judiciário estadual em favor da valorização das mulheres, da promoção da equidade de gênero e do combate à violência doméstica.

Com o encerramento da agenda nesta sexta-feira (3), o CNJ conclui a série de compromissos institucionais voltados ao fortalecimento da participação feminina no Judiciário e ao aperfeiçoamento das estratégias nacionais de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

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