Cuidados com ouvido, nariz e garganta durante o verão

O período, marcado por altas temperaturas e aumento da circulação de pessoas, exige atenção especial à saúde

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
A análise foi realizada entre os dias 22 e 23 de dezembro e segue válida até a próxima atualização no dia 30 de dezembro
A análise foi realizada entre os dias 22 e 23 de dezembro e segue válida até a próxima atualização no dia 30 de dezembro Foto: Reprodução

Com a chegada oficial do verão nesta semana e a proximidade das festas de Réveillon, cresce o número de pessoas em deslocamento para casas de praia, viagens e confraternizações. O período, marcado por altas temperaturas e aumento da circulação de pessoas, exige atenção especial à saúde. Na edição desta sexta-feira (26) do programa “Com Você”, da TH+ SBT Tambaú, a otorrinolaringologista Dra. Isabele Braz apresentou orientações para ajudar a população a aproveitar as férias com mais tranquilidade.

Segundo a médica, o verão favorece o aumento de problemas no ouvido, nariz e garganta. Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão o uso frequente de piscinas e praias, o contato com ambientes fechados e com poeira, o aumento do uso de ar-condicionado e o consumo de bebidas geladas e alcoólicas.

A especialista explicou que o excesso de água na região do ouvido pode fragilizar a pele e facilitar infecções. Já em residências utilizadas apenas nesta época do ano, como casas de veraneio, a falta de manutenção de ar-condicionados e a presença de partículas acumuladas podem contribuir para irritações respiratórias.

Voz e refluxo

Durante a entrevista, Dra. Isabele comentou que o aumento do consumo de líquidos gelados não é necessariamente o único responsável por desconfortos na garganta, mas pode contribuir para fadiga vocal, pigarro e rouquidão quando aliado ao uso frequente. Ela destacou ainda que bebidas alcoólicas e refrigerantes podem favorecer o refluxo, o que também provoca sintomas na voz.

Exposição ao som e audição

Com a realização de shows e eventos típicos das festas de fim de ano, a preocupação com a saúde auditiva também aumenta. A médica alertou para o risco de exposição prolongada a sons acima de 80 decibéis, comum próximo às caixas de áudio de grandes estruturas. Entre os sintomas relatados após os eventos estão zumbido, sensação de ouvido “cheio” e alteração temporária da audição. Em casos em que o quadro não melhora em até dois dias, a recomendação é procurar avaliação especializada.

Cuidados com crianças

Para crianças que apresentam histórico de otites, a médica destacou a importância de atenção redobrada. Quando não for possível evitar o contato com piscinas e mar, orientou que responsáveis busquem manter o ouvido o mais seco possível após o banho, utilizando métodos seguros e apropriados para evitar a umidade excessiva — principal fator associado ao desenvolvimento de infecções.

Nariz, hidratação e verão

O ar-condicionado ligado por longos períodos pode favorecer o ressecamento nasal, facilitando a entrada de vírus e bactérias. Além disso, segundo a especialista, a desidratação é frequente no verão e afeta também as cordas vocais, tornando a ingestão regular de água essencial durante as atividades de lazer.

A médica reforçou ainda que a estação combina fatores que afetam o sistema imunológico, como noites mal dormidas, exposição ao sol, consumo elevado de álcool e aglomerações, aumentando a circulação de vírus e infecções respiratórias.

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