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Em jornada acima de 16 horas, ambulante tira sustento da família vendendo frutas

Foto: Cristiano Sacramento/T5

Considerado um veterano quando o assunto é a venda de frutas e verduras, seu João há mais de 30 anos garante o sustento da família trabalhando no comércio informal.

Paraibano,
pessoense nato. A história de João Felipe Barbosa, de 50 anos, se
confunde com tantas outras. Morador de Bayeux, a rotina de ‘Papoula’
como é conhecido, tem direito a jornada dupla de trabalho com início
por volta das 4 da manhã. Às 5h, ele já está de pé no Mercado
Central de João Pessoa. Por lá, permanece até às 10h. Depois
disso, reúne frutas e verduras no carrinho improvisado. Sai em
direção ao Parque da Lagoa. A partir daí, passa a tarde até o cair da noite. “Aqui é tudo na minha vida. Meu lazer, meu sustento, meu ganha pão vem da rua. É aqui que sobrevivo”, disse. Seu João só se dá por vencido após às 19h.

Aqui é tudo na minha vida. Meu lazer, meu sustento, meu ganha pão vem da rua. É aqui que sobrevivo.

João Felipe Barbosa

Como
tudo começou 

A juventude, marcada pelos poucos recursos, fizeram
com que o jovem cheio de sonhos mudasse as perspectivas. Seu João já
sonhou com medicina e direito, mas, a vida não é simples. Já na adolescência, quando tinha ente 15 e 16 anos o menino saiu de casa para
ajudar a mãe, Dona Maria Barbosa, que tinha uma banca de frutas no
Mercado Central. “Fiz isso durante 20 anos até ela falecer. Como sabia como funcionava o negócio, assumi e continuo até hoje”, declarou.

O
sustento da família 

Ele tem três filhos. Hoje, mora com os mais novos, Jéssica, de 20 anos e
Mateus, de 23. Johnny, de 30, é casado e convive com a esposa. Para seu
João, é uma felicidade poder garantir a manutenção da casa e
assim permitir um futuro melhor para eles. “Faço o que for
preciso”, afirmou.

 A esposa, Dona Vânia Duarte, é o
alicerce. Ela cuida da família enquanto ‘Papoula’ trabalha.

A crise

Questionado sobre o trabalho em dois lugares, seu
João afirma que o motivo para sair do mercado bem mais cedo do que o normal foi a
diminuição nas vendas. “Vim para o centro porque estava vendendo pouco no mercado. Isso  me fez trazer a carroça para o comércio”, disse.

Talvez dignidade seja a palavra-chave no vocabulário de seu João. “Vendo com orgulho, vendo porque preciso. A rua me dá o pão de cada dia, Todo dia, quando pego o alternativo em direção ao centro penso que vou vencer. Pois, se Deus me deu saúde tenho a obrigação de encarar a vida com felicidade. Seja vendendo, seja lutando”, finalizou. Para ele, todo dia é uma batalha cheia de incertezas. Se em um dia vende muito, e, no outro, nem tanto o segredo está em persistir. É seguir em busca dos sonhos, correr atrás de uma vida melhor.

Vendo com orgulho, vendo porque preciso. A rua me dá o pão de cada dia, Todo dia, quando pego o alternativo em direção ao centro penso que vou vencer. Pois, se Deus me deu saúde tenho a obrigação de encarar a vida com felicidade. Seja vendendo, seja lutando.

João Felipe Barbosa

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