A Paraíba não é
um dos principais centros da indústria no Nordeste, tampouco
referência em aviação no Brasil, mas há cerca de 1 ano e 3 meses
o estado ganhou uma fábrica que pode fazer com que tudo isso se
torne realidade.
Trata-se da Stratus
Aeronaves, a primeira fábrica de aviões das regiões Norte e
Nordeste e a quinta do Brasil, que acabou de finalizar a produção
da sua primeira aeronave. O avião é do modelo Volato 400, e apesar
de ainda ser um exemplar de testes, faz parte de um marco importante
para a indústria paraibana.
O vôo inaugural da
aeronave aconteceu na manhã desta terça-feira (10), no
Aeroclube da cidade de Campina Grande, segunda maior da Paraíba. O cantor Waldonys, que também é
piloto de avião, participou do evento e voou no Volato 400 e ainda fazer um show
para comemorar a data de inauguração.
Aliás, a Stratus
também fica localizada em Campina Grande, mais precisamente no
distrito de São José da Mata. Ela surgiu de uma parceria com
colaboradores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, além
de contar com o apoio do Centro de Tecnologia Aeronáutica do SENAI
da Paraíba.
De acordo com a
empresa, esse primeiro modelo produzido é apenas uma versão para
testes que serão realizados. No momento, estão sendo construídos
três novos angares de produção dentro da indústria, e a ideia é
que em aproximadamente 1 ano, depois que seja feita toda a adequação
às normas da Associação Nacional de Aviação Civil (ANAC), a
fábrica dê início à comercialização das aeronaves.
Os aviões que serão
fabricados são modelos esportivos, com capacidade para até 4
pessoas a bordo. Cada um custará em média R$750 mil reais ao
cliente final, e vão atender a um mercado que cresce cada vez mais,
já que o público consumidor, em sua maioria, são empresários que
têm negócios em diferentes estados, e querem facilitar o
deslocamento no dia a dia. A perspectiva é que sejam produzidos em
torno de 50 aeronaves por ano.
Investimento
Em relação ao investimento para montagem da indústria, Juan Pinheiro, gestor responsável pela Stratus, diz que foram destinados R$5 milhões de reais a essa primeira fase, onde 90% disso já foi investido. E para auxiliar em todo esse processo de posição na indústria aeronáutica do Nordeste e do Brasil, são mais de 30 pessoas participando de toda a produção.
“Nós estamos com 18 funcionários diretos trabalhando em projetos na fábrica, além de pelo menos mais 15 funcionários indiretos, que realizam serviços junto a nós”, explica Juan.
E sobre as metas para o futuro, quando a fabricação das aeronaves começar de fato, a empresa enxerga bem longe. “A nossa intenção é vender aviões até para o mercado internacional, como Europa e Estados Unidos”, revela o empresário.
