Especialista reforça importância do uso de EPIs após mortes de trabalhadores em obras na Grande João Pessoa

O conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Leudson Júnior, destacou que acidentes de trabalho podem ser evitados quando há planejamento, cumprimento das normas de segurança e utilização adequada dos equipamentos de proteção.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto ilustrativa/Freepik

As mortes de dois trabalhadores em obras na Grande João Pessoa, registradas na última semana, reforçaram o alerta sobre a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e da adoção de medidas de segurança nos canteiros de obras.

Os acidentes ocorreram em Mangabeira, na Capital, e em Santa Rita, e, segundo informações apresentadas durante entrevista ao programa TH+ Negócios, as vítimas não utilizavam os equipamentos de proteção exigidos para esse tipo de atividade.

O conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Leudson Júnior, destacou que acidentes de trabalho podem ser evitados quando há planejamento, cumprimento das normas de segurança e utilização adequada dos equipamentos de proteção.

EPI é a última barreira de proteção

Segundo o especialista, embora os EPIs sejam fundamentais, eles representam a última camada de proteção ao trabalhador. Antes disso, é necessário que a obra conte com medidas preventivas previstas desde a fase de projeto.

Entre elas estão sistemas de proteção coletiva, como o dispositivo diferencial residual (DR), utilizado em instalações elétricas para reduzir o risco de choques, além da correta execução dos projetos e da identificação prévia dos riscos existentes no ambiente de trabalho.

Leudson Júnior também ressaltou a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), documento obrigatório que identifica os perigos da atividade e define as medidas necessárias para prevenir acidentes.

Planejamento é fundamental para evitar acidentes

De acordo com o conselheiro, atividades que envolvem trabalho em altura, manutenção elétrica ou proximidade com redes de alta tensão exigem uma análise detalhada antes do início dos serviços.

Ele afirma que a contratação de profissionais habilitados, aliada à execução correta dos projetos de engenharia e ao cumprimento das normas de segurança, reduz significativamente a possibilidade de acidentes.

Capacetes, luvas e cintos salvam vidas

Entre os principais equipamentos de proteção utilizados na construção civil estão o capacete, cinto de segurança, óculos de proteção, luvas e calçados de segurança.

Já para atividades com risco elétrico, são necessários equipamentos específicos, como luvas isolantes e vestimentas de proteção contra arco elétrico, desenvolvidas para reduzir os danos em caso de acidentes.

O especialista lembra que, em ocorrências envolvendo eletricidade, é comum que o trabalhador também sofra quedas, especialmente quando o serviço é realizado em altura, o que aumenta a gravidade dos acidentes.

Diante dos casos registrados na região metropolitana de João Pessoa, o Crea-PB reforça a necessidade de que empregadores e trabalhadores cumpram rigorosamente as normas de segurança, garantindo condições adequadas para a execução das atividades e reduzindo os riscos de acidentes fatais.

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