Estudo traça perfil do apostador brasileiro e mostra que lazer é principal motivação

Levantamento da KTO aponta que o apostador brasileiro majoritariamente aposta por lazer, com gasto mensal inferior a R$ 100

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Os apostadores brasileiros estão mais concentrados nas classes médias e veem o jogo como forma de entretenimento, segundo pesquisa divulgada pela KTO sobre o perfil do apostador no país em 2025. 

De acordo com o estudo, 59% dos apostadores são homens e 41% mulheres. A faixa etária predominante é de 25 a 40 anos, que representa 42,1% do total, seguida por 24,6% entre 41 e 56 anos. Apenas 0,6% têm mais de 76 anos. O dado reforça que o público é composto, em sua maioria, por adultos economicamente ativos.

As classes C1 e B1 concentram 47% dos apostadores online, o que indica o peso da classe média e média alta no mercado. Entre os entrevistados, 25,4% pertencem à classe C1 e 22,9% à B1. A presença das classes mais baixas (D e E) é de apenas 6,2%.

Região sudeste lidera em número de apostadores

O levantamento mostra que a região Sudeste reúne a maior parte dos apostadores, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo o relatório, 37,9% dos entrevistados moram em capitais e 36,8% vivem no interior.

Em relação à escolaridade, nove em cada dez apostadores concluíram ao menos o ensino médio, e 15% têm pós-graduação. O recorte ocupacional mostra que 46% trabalham com carteira assinada, enquanto 15% atuam de forma informal e 10% são autônomos sem vínculo formal.

Apostas por diversão são a maioria. Slots são favoritos na bet

O comportamento dos jogadores segue voltado principalmente ao lazer. Sete em cada dez (72%) afirmam apostar pela diversão, enquanto 38% dizem usar as apostas como complemento de renda mensal. Outros 19% apostam para socializar com amigos e 18% para acompanhar modalidades esportivas.

Os tipos de jogo mais populares na plataforma são os slots, liderados pelo Fortune Tiger, o famoso jogo do tigrinho, quase invencível no pódio ao longo do ano. Em segundo lugar vem os crash games, como Aviator, seguidos pelos jogos ao vivo, como roleta e blackjack.

Gasto mensal médio de até R$ 100

Segundo os dados, 63% dos apostadores gastam até R$ 100 por mês. Outros 26% desembolsam entre R$ 101 e R$ 500. O ticket médio nacional é de R$ 61,52, conforme informações complementares da SBC Notícias, o que demonstra um padrão de consumo moderado.

A maioria dos depósitos realizados é de valores baixos: 90% são inferiores a R$ 100. Apesar do crescimento do setor, o comportamento do apostador brasileiro continua sendo de uso controlado e com foco em entretenimento.

A pesquisa conclui que o público brasileiro que aposta online é formado por adultos da classe média, com alta escolaridade e perfil de consumo responsável. A principal motivação segue ligada ao lazer e ao engajamento com o esporte, não ao ganho financeiro.

A discussão sobre apostas não deve se limitar a juízos morais ou estigmas. A prática é legal e faz parte do entretenimento de milhões de brasileiros, mas exige atenção para que o lazer não se transforme em dependência. Reconhecer os limites pessoais e compreender o impacto financeiro das escolhas é parte essencial da educação econômica. Falar sobre apostas com responsabilidade e informação é fundamental para promover um ambiente mais seguro, onde o jogo seja encarado como uma forma de diversão — e nunca como um risco à estabilidade financeira ou emocional.

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