A chegada do Ano-Novo em João Pessoa será marcada por oito minutos de show pirotécnico e uma tonelada de artefatos utilizados pela prefeitura. Apesar da promessa de fogos sem estampido, o período ainda inspira cuidados, especialmente para animais domésticos sensíveis ao barulho.
Veterinários e adestradores reforçam que o momento pode representar risco para cães e gatos, que tendem a apresentar sinais de estresse e medo durante a queima de fogos. Para minimizar problemas, os tutores devem criar um ambiente seguro e acolhedor para os pets.
O adestrador consultado pela reportagem destaca que a prevenção é o primeiro passo. Segundo ele, técnicas como acomodar o animal em um espaço confortável, estimular atividades calmantes e buscar orientação profissional com antecedência são estratégias que ajudam na adaptação. Há também recursos como o uso de bandagens calmantes, itens para reduzir o impacto sonoro e produtos naturais recomendados sob orientação de veterinários.
Outra alternativa é o uso de protetores auriculares especiais, acessório similar aos fones de isolamento utilizados por humanos. Eles podem amenizar ruídos intensos e auxiliar no bem-estar dos pets, especialmente em ambientes mais movimentados. Especialistas reforçam que o ideal é testar opções com antecedência e evitar improvisações no dia da festa.
Para o Réveillon deste ano, a capital paraibana conta com regras específicas para pirotecnia. A Lei Municipal nº 13.235/2024 restringe o comércio e a utilização de fogos com estampido, permitindo apenas aqueles classificados como silenciosos. A medida está em fase de aplicação definitiva e prevê fiscalização mais rígida durante o período festivo.
Além da preocupação com os animais, órgãos de segurança reforçam que fogos de artifício devem ser utilizados apenas por adultos, em locais autorizados e seguindo normas técnicas. Produtos irregulares e o uso inadequado podem causar acidentes e são passíveis de sanções. Para quem deseja acompanhar o espetáculo, a recomendação é priorizar áreas seguras e respeitar orientações das autoridades.
Mesmo com a tradição pirotécnica, alternativas vêm ganhando espaço. Shows com drones luminosos, projeções e fogos sem estampido já fazem parte de celebrações em outras cidades brasileiras e no exterior. Para especialistas e defensores da causa animal, essas opções representam um caminho para conciliar celebração, inclusão sensorial e bem-estar.
Com o início de 2026, a expectativa é que o cumprimento da lei e a conscientização ajudem a garantir um Réveillon mais seguro, tranquilo e acolhedor para pessoas e animais.



