O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, alcançou neste domingo (9) a marca de 23 transplantes cardíacos realizados desde 2022. O procedimento mais recente foi feito em um paciente de 51 anos, morador de Santa Rita, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Cardiologia e tinha prioridade na fila de transplantes devido à gravidade do quadro clínico.
O procedimento também representa o terceiro transplante cardíaco realizado pelo Hospital Metropolitano em 2026.
Segundo informações da unidade, o paciente recebeu um coração captado em Campina Grande e transportado por via aérea até Santa Rita. A cirurgia foi realizada às 19h30 do domingo (9).
Órgão foi doado após morte encefálica
O coração utilizado no transplante foi doado pela família de um homem de 46 anos, que estava internado no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A doação ocorreu após a confirmação da morte encefálica.
O órgão foi considerado compatível com o paciente que aguardava pelo transplante na UTI de Cardiologia do Hospital Metropolitano.
A realização do procedimento depende de uma estrutura que envolve desde a identificação e autorização da doação até a captação, transporte e implantação do órgão. Nesse caso, equipes responsáveis pelo processo de transplante e profissionais do Hospital Metropolitano participaram da logística.
O superintendente da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), Cícero Ludgero, destacou a importância da doação e da integração entre as equipes envolvidas.
“Estamos falando de um paciente que estava na UTI, lutando pela vida, e recebeu uma nova oportunidade por meio de um coração captado em Campina Grande e transportado por via aérea até a unidade”, afirmou.
Transplantes na Paraíba
De acordo com a PB Saúde, a marca alcançada pelo Hospital Metropolitano integra a trajetória dos transplantes cardíacos na Paraíba e no Nordeste.
Em 1989, foi realizado o primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste, considerado um marco para a medicina nas duas regiões.
“O primeiro transplante cardíaco realizado nas regiões Norte e Nordeste marcou a história da medicina. Hoje, a Paraíba também escreve um capítulo importante dessa trajetória ao alcançar o 23º transplante cardíaco realizado no Hospital Metropolitano”, declarou Cícero Ludgero.
Como funciona a doação de órgãos
A doação de órgãos é uma etapa fundamental para a realização dos transplantes. Entre os órgãos que podem ser destinados a pacientes estão coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas e intestino, além de diferentes tipos de tecidos.
O transplante cardíaco é indicado para pacientes que apresentam insuficiência cardíaca grave e que não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis. O procedimento consiste na substituição do coração comprometido por um órgão saudável de um doador compatível.
O Hospital Metropolitano realiza atendimento de alta complexidade para pacientes com doenças cardíacas graves, incluindo aqueles que necessitam de transplante como alternativa terapêutica.


